terça-feira, 23 de dezembro de 2008

What a glorious feeling...

Novas paredes. As de sempre, foram devidamente limpas. Mais brancas. Três delas ganharam nova cor, estão mais vivas e me lembram que era de energia nova e alegre que essa casa precisava. Na sala, o laranja Barcelona (quer nome mais irresistível pra alguém suscetível a cinema como eu?). No quarto, verde-primavera.
As roupas acumuladas há meses foram passadas. Não que em 2009 elas não voltem a virar uma pilha, mas é bom ter tido um tempo pra pendurá-las como se deve, lisinhas, prontas para vestir. Ordem me faz bem. Ainda que de todos os trabalhos domésticos, o que me incomoda mais que tudo é o que exige ferro quente, tábua e paciência com pregas e rugas sem fim.
A cozinha sorri pra mim, agora. Uma cristaleira antiga (linda, linda, adquirida em pechincha) acomoda as louças novas e as que contam inúmeras histórias afetivas. As cadeirinhas amarelas de pé palito, abandonadas em uma loja de móveis usados e devidamente detectadas por meu olho clínico, estão comportadinhas, lindas, acomodadas em volta da mesa. Geladeira nova e sob medida pra água, o alface e o iogurte sagrados de cada dia. Uma mini-horta de pequenas vasos faz rescender o cheiro de hortelã e manjericão. E finalizando, quadrinhos belos, pequenas estantes que acomodam meus temperinhos-xodó, a galinha porta-ovos de arame que sempre quis ter e um relógio que leva a estampa de Amélie Poulain, ícone máximo, cuja doçura busco insistentemente trazer pro dia-a-dia.



Uma nova cama era mais do que necessária, né, lombar judiada? Ei-la embalando sonos diurnos pós-almoço, que começam com leitura e janelas abertas, depois de um longo banho tomado. De quebra, descobertos felizes em uma oficina de reciclagem de móveis, vieram criados mudos, baú e aparador branquinhos, branquinhos... com puxadores de gaveta com motivo de rosa, enfeitados por almofadas bordadas e em tons de paz. Dois delicados espelhos enfeitando a cabeceira e um quadro pintado pela artesã da família, estrategicamente pendurado em composição com a tevê que herdei de mamãe.
A sala ainda precisa de cortinas e tapetes novos, além de aguardar o bendito sofá da Etna, que ao que tudo indica (valha-me Santa do design doméstico!), só em 2009 vem compor com as poltronas e o pufe brancos, as almofadas vermelhas, os porta-retratos de parede que abrigam as fotos que tanto me dizem e o pôster emoldurado de Cantando na Chuva, o clássico dos clássicos pra uma amante de musicais como eu.



Uma parede foi privilegiada: ganhou mosaico de espelhos e quadrinhos em forma de mini-poltronas Luis XV emoldurando uma foto antiqüíssima (e belíssima) de família.
Precisava destes dias. De renovação, de mudança, de quietude, de silêncio com o mundo, mas de muito diálogo com o meu espaço. Para plagiar a moda, foram dias “sabáticos”. Com o note e o celular desligados, ouvindo (isso mesmo, só ouvindo) os DVDs de Amy Winehouse e Funk Como Le Gusta, enquanto fazia o que precisava ser feito, que não coincidentemente, era o que eu mais queria fazer. Amy pra lembrar que é preciso mudar e que um pouco de tristeza (no caso dela, muita, mas extremos são bons pra inspirar) é parte do impulso para a mudança e FCLG para dar energia, celebrar cada novidade que ia ficando bonita (ao menos aos meus olhos).
Agora tenho uma casinha com história, com cinema, com música, com televisão e novas cores. Era o que eu precisava: um cenário com vida e paixão, com mais de mim. Me perdoem o sumiço dos meios digitais, mas era um tempo meu. Só meu. Preparando o terreno para que no ano novo os encontros sejam mais aqui, em minha casa de verdade, com abraços apertados e conversas e brindes por todos e por nenhum motivo, muito mais do que em qualquer outro lugar cibernético. É assim que eu quero muito que seja.
Em 2009, vamos em busca de equilíbrio, saúde e paz. O foco da mudança, agora, serei eu, minha maneira de encarar a vida e a mim mesma. Claro que comecei pelo mais fácil, né? Rá!
Feliz 2009. Feliz vocês, amigos queridos, reais e virtuais, reais-virtuais. Feliz. Feliz. Feliz. É só repetir o mantra e tentar fazer o que deve ser feito, com amor. Saúde! Aguardo as visitas.

Em tempo: agradeço àqueles sem os quais eu não teria mudado tantas coisas nesse meu espaço: Vô, Tia Ia, Fer, Leo, Mama... vocês são incríveis. Always supporting me. Obrigada, obrigada, obrigada.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Compartilhando os doces da Fal

Fal Azevedo estréia coluna no ig. Eu adoro a Fal. Quem ainda não conhece, há de gostar. Dos drops para uma infinidade de outros doces, bem doces. E nada enjoativos.

Deus

Débora Bloch na TPM: “Joaquim, filho da Nanda [Torres], uma vez falou assim: ‘Mãe, Deus é a gente, né?’. Ela: ‘É, Joaquim’.‘Mas a gente não é Deus, né?’ Não é genial?"

Genial, Débora. Ge-ni-al. As crianças são mesmo incríveis. As filósofas mais lúcidas que existem.

Clique aqui para a entrevista completa.

domingo, 30 de novembro de 2008

Vida de consumidor não é fácil



Saí hoje de casa com a intenção de realizar alguns planinhos domésticos, como comprar cama nova e trocar o sofá da sala. Toca pro shópis. Bora encarar um domigão pós-primeira-parcela-do-décimo-terceiro. Eita, quanta motivação.
Primeira parada: ETNA. Fucei sozinha a loja toda até achar o sofá dos meus sonhos. Encontrado o dito-cujo e ainda com preço bom, procuro uma vendedora pela eternidade de uns 15 minutos. Acho a Vanderléia, simpaticíssima. Penso: “Agora vai!”. Digo a ela que já escolhi o modelo, só preciso do pedido. Ou seja, ela não me vendeu, mas vai levar comissão mesmo assim, afinal. Quando mostro a peça pra moça, ela me responde, honestamente: “Esse é o sofá que tem a maior saída da loja, portanto, não temos em estoque. Leva 30 dias para entregar.” (concluo que além de ter um gosto igual ao de todo mundo, terei de esperar). Humpf.
Penso (pausa dramática... coloquem uma canção de suspense no BG, por favor)...
Saio ETNA afora para almoçar e pesquisar outras lojas. Os preços não compensam, os sofás são feios (e TODOS os vendedores insistiam em me dizer que tinham pés cromados, sem perguntar se eu achava bonito. Detalhe: ABOMINO!).
Passo, então, pro plano 2, que era comprar uma cama Box. Andei, ouvi preços, peguei informações. E descobri que comprar cama Box é ciência: pillow top, densidade, altura, pés, cabeceiras, king size, queen size (como se fosse eu uma rainha do sono, vejam vocês!), tamanho de gente normal (oras bolas), molas, tipos de molas, espumas, tipos de espumas. E de preços. Acabei nas Casas Bahia mesmo, velha escudeira. Preço razoável, produto na média. A cama chega na sexta. Meno male.
Volto pra ETNA. Como a Vanderléia me disse que 30 dias era o prazo-limite, mas que poderia receber o sofá em menos tempo, me rendo. Decido comprar. Peço a ela pra emitir o pedido. Vejam bem: foi a primeira vez que aceitei pagar à vista para receber a prazo, acreditando que estava fazendo a melhor escolha: a do meu gosto. Já sonhando com a casa nova, com a alegria de ter um sofá de gente pra receber a família e os amigos queridos.
Eis que um fato novo surge: a coitada da Vanderléia simplesmente não consegue emitir o pedido. Aguardo, impaciente, mais uns quinze minutos. Nada. Digo a ela que vou dar uma volta e que retorno breve.
Mergulho na loja, escolho travesseiros novos, outras bobagens. Caio nas armadilhas de sempre. Volto.
“E aí, Vanderléia, posso ir pro caixa?” – digo, ainda crente.
Mau sinal, ela está chamando o gerente. Ele fica vermelho. Começa a ligar para o departamento de sistemas da loja. Mais uma meia hora perdida.
Digo que vou pro mercado, volto já, impaciente. Quarenta minutos depois, estou eu na droga da ETNA de novo, carregada de sacolas. Finalmente, eu e Vanderléia vamos pro caixa concretizar a p***** da compra. Conversamos e esperamos (ficamos amigas, até!). Mas a fila demora demais. Eis que descobrimos que o caixa está com problemas no cadastro de código de barras dos produtos. Dio santo!
Mais meia hora perdida (quem me conhece sabe que eu estava em um dia meio Dalai Lama, porque odeio esperar qualquer coisa por incompetência). Quando finalmente chega a minha vez, simplesmente o sistema ETNA diz “transação incompleta” pro meu cartão. Sucessivas vezes. Fico com dó da Vanderléia. Ela está meio roxa, beirando um enfarto. Chama não-sei-quem, chama não-sei-quem-mais. E eu, que queria comprar um sofá à vista para receber a prazo (analisem!), DESISTO. Pronto. Fui embora ultrajada, desanimada e irritada. Pela Vanderléia, que mesmo não me vendendo, se esforçou a tarde toda pra tirar um mísero pedido (e não vai receber comissão). Pelo moço do caixa, que a essas horas já deve ter entrado em colapso. Por mim, que perdi um dia inteiro no shópis e ao chegar em casa tive de encarar a porcaria do sofá velho. E porque consumidor, neste país, é tratado como besta. #prontofalei
Só me restou reclamar no site da ETNA. E a vontade de mandar a loja à m**** ainda continua aqui, entalada na minha garganta.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Em Barcelona, aqui, em qualquer lugar


Me rendi este finde. Depois de eras sem ir ao cinema, prazer que tanto amo, fui ver Vicky, Cristina Barcelona de Woody Allen.
Decidi escrever porque recomendo. Não sou crítica de cinema, só alguém suscetível à arte. E o filme me tocou. A crítica malhou e muita gente só deu importância à cena de beijo entre Penélope Cruz e Scarlet Johansson. Que bobagem.
Primeiro que Woody, logo na primeira cena, faz a gente pensar: sou Vicky? Planejada, conseqüente, criteriosa? Ou sou Cristina? Sem rumo, buscando respostas, solta na vida?
Ele faz você achar que é uma, que é outra, que é a amante louca do outro. Sobem os créditos e... certeza nenhuma. Fica só o dedo do Sr. Allen apertando o seu botão “Ativar neuras”. Ele é mestre nessa habilidade.
Não se iluda, caro freqüentador deste café. Dias depois, ainda não haverá resposta fácil. O velho Woody, cronista ácido de gerações e gerações, está mais antenado do que nunca, um passo à frente do nosso próprio entendimento sobre essa vida que levamos. O filme é uma homenagem à confusão que todos fazemos entre sentimentos, expectativas, cobranças.
Enfim... fica claro que você pode não saber o que quer, mas deve estar pronto pras coisas que vão aparecer. Resolva-se antes de qualquer coisa. Volte atrás quando achar que deve. Esteja em modo “on” pra vida. Ainda que isso signifique olhar mais pro seu umbigo. Não compre o que te cobram. E não dê tanto crédito às suas expectativas. Elas também podem mudar. Assim, ó.
No mais... Barcelona e as vilas catalãs! Bardem (irresistível, eu tinha de dizer!) tornando real aquele cara tão impossível... e o feitiço que só o Woody Allen sabe fazer de nos deixar por quase duas horas com um risinho de canto de boca, pensando na vida com graça e sem angústia.
Não dá pra correr o risco de contar o final, mesmo escrevendo tanto. Porque é desses filmes que não acabam. E a gente gosta mesmo assim. Como gosta dessa nossa vida às vezes encontrada e às vezes perdida, mesmo sem saber (ainda bem!) como é que o roteiro vai se desenrolar.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Correndo, colorindo, cabelos ao vento

Final de ano é assim: uma maratona onde o queniano sempre à frente é o tempo. E apesar da velocidade com que a pista passa, a linha de chegada parece a cada dia um pouco mais distante. Medalha de ouro pro queniano. Vou seguindo na minha marcha.

O '08 complicadinho e atribulado mostrou-se um desenhista inspirado, vejam vocês. Todo dia me apresenta uns rascunhos tão bonitos do que será, do que pode ser. E até do que já é, mas que eu, distraída, apontando meus lápis para colorir os esboços, ainda não percebi.

Nunca houve um verão com tanto vento por essas bandas.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Carta para Carol

Primeiro de tudo: eu sei que sumo e reapareço do nada, sou uma amiga mais do que cretina no quesito regularidade. Mas se isso conta em meu favor, você está sempre, sempre, sempre presente aqui comigo.
Toda atitude, toda ação e reação a esse mundo doido e às minhas próprias neuras têm um dedo seu na minha cabeça... ainda que não vivido, devidamente imaginado, relembrado, inspirado. Você me incentiva, você briga comigo, você me aconselha nesse turbilhão chamado "nova fase". Como há mais de 8 anos, quando a vida era lado-a-lado naquela república bagunçada e animada, sua amizade me norteia, sempre. A sua sensatez, a sua alegria, a sua independência, o seu jeito libriano de encontrar peso, medida e equivalência pra tudo me vêm à memória a todo instante. E de alguma forma, se materializam em decisões, confusões e alegrias. E se os problemas, dúvidas e desassossegos daqueles tempos acabam por ser motivo de riso hoje em dia, sei que, em alguns anos, ainda riremos juntas do que nos atormenta agora.
A questão é que não dá para passar pela tempestade sem que tudo pareça estar voando ao sabor do vento - na cabeça, no coração, nas 24 horas do dia que não dão sequer pro gasto.
Preciso receber tuas notícias, te dar as minhas. As coisas andam tão, digamos... "dinâmicas" - de parte a parte - que acabamos por não dar conta. Eu confesso que é aí que peco. É aí que me perco.
Prometo me fazer mais presente. A contrapartida da inspiração que a sua amizade representa pra mim é mais do que suficiente. Estou em dívida e estarei sempre. Porquê mais do que amiga, você é irmã. E se você insistir que eu não tenho de que lhe agradecer por isso, agradeço à vida, a Deus, ao cosmos, aos nossos carmas, ou seja lá que nome se dê para a graça de um dia ter encontrado a sua amizade e de todos os dias ter você aqui comigo.
Obrigada por tudo, especialmente por compreender que o sumiço é apenas material. Amo você.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Para Freak e Preta

Já tinha brincado com um cachorrinho-robô na ABTA (Feira da Associação Brasileira de TV por Assinatura) de 2007. Prodigioso, mas-sem-graça. Hoje, depois do almoço com os amigos andreenses, visitamos uma loja de brinquedos e encontramos uma versão ainda mais real: de pelúcia, que late, deita, ronca, abana o rabo, dá a pata, resmunga e faz cara de dó. Fofo. Mas... ponto.



Eu ainda prefiro a versão que tem carne-sangue-osso-e-animação. Aquela que pula quando a gente chega, que late de um jeito estridente, que tem um coração que bate forte, que arranha pernas e braços pedindo carinho. Que pula no colo querendo festinha, que vibra com carinho na barriga, que saliva com o prato de ração, que late pras visitas, que rosna pra entregadores e motoboys, que cava buraco no quintal. Que pula na cama e no sofá sem autorização, que se esconde embaixo dos móveis quando ouve fogos, que existe. E sente. E troca. E se agita quando a gente canta uma música qualquer. E faz a gente ser feliz. Só pelo fato de existir e de amar a gente de um jeito puro e incondicional.

sábado, 15 de novembro de 2008

Como assim?

Marisa, faz isso com a gente, não... Não tá divertido nada. Não é só chegar, não! E não tá liberado porcaria nenhuma. Não vamos mandar e-mail pra coitada da Joana que deve estar de dieta e muito menos mandar o Peixoto vir, judiação-do-moço! Assim a gente desgosta de você, Marisa... Chega desse melô-mata-os-diabéticos. Porcaria de música... And please, a última coisa que esperamos da sua garganta são gritinhos de Frank Aguiar. Sua doçura já basta, MM. Não precisa nem de Frumelo, nem de Bala Juquinha. #prontofalei

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Só um cara. E só uma banda.

Michael Stipe, do REM, falou ao Jornal da Globo. Segundo a Cristiane Pelajo, com exclusividade.

Ele resumiu meu sentimento pela eleição de Obama: "Ele é só um cara. Mas é um cara bom".

Do fundo desse meu coração latino e crédulo, que ainda acredita em sangue novo, em convivência pacífica nas diferenças, na paz como pressuposto irremediável do acordo... desejo que Obama não seja engolido pelas expectativas excessivas. Que não tenha a pretensão de governar o mundo... mas compreenda que terá impacto decisivo sobre ele. Que seja justo, equilibrado e revolucione. Para o bem de todos. Ainda que seja só um cara.



Que os dias sejam melhores. God bless the world.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Quem sabe, twitta ao vivo! (quem não sabe, também)

"Não me siga, estou perdido!" (?) Isso é coisa do passado.

Somos todos principiantes nesse lance de twitter. Cada tuitada pode tanto ser uma gafe em potencial quanto um arroubo de genialidade. Às vezes nadando de braçada em um mar de boa informação, às vezes afogados por bate-papos pessoais que eeeeeenchem o saco. Sem precisar de aceite ou fazer uso de moderação e antes que me perguntem se isso é bom ou ruim, digo apenas que é assim. Reduzindo as frases, pra fazer caber. Deixando lacunas para fazer subentender. Recebendo replies inimagináveis, participando do mundo de um jeito novo e, às vezes, assustador. Cada vez mais livres e expostos, mas sem ilusão: é incrivel como o que há de bom e mau em nós acaba potencializado por um resumo de 140 caracteres e ponto (ponto incluso nos 140, tá?). De um jeito ou de outro, estamos lá. Seguindo e sendo seguidos, por nossa própria conta e risco.

E uma vez lá, viramos arebanhadores de novos tuiteiros. Essa canção resume bem o espírito da coisa. E com bom humor, que é a melhor parte. Se você quer convidar alguém resistente sem parecer um "pregador digital", let's sing together!



You're no one if you're not on Twitter
And if you aren't there already you've missed it
If you haven't been bookmarked, retweeted and blogged
You might as well not have existed

In the old days it was all about achievements
Collecting all your trophies in a shrine
Then everybody came across the internet
And suddenly you had to be online

A home page was all you really needed
To seem like a success but not a geek
As long as you updated semi-annually
And checked your email once or twice a week

You're no one if you're not on Twitter...

Technology was moving rather quickly
And the next thing you needed was a blog
With intimate and detailed press releases
And now and then a photo of your dog

More recently the students brought us Facebook
And everybody has a hundred friends
The parties in the photos look amazing
They're not so great but everyone pretends

You're no one if you're not on Twitter...

Now you need to publish every movement
And every single thought to cross your mind
I'm told the Twitterverse is full of rubbish
But most of us are actually quite refined

We validate each other's insecurities
And brag about the gadgets that we've bought
We laugh out loud at every hint of jolliness
And try to self-promote without being caught

You're no one if you're not on Twitter...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Vamos tentar?


"Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz." (Madre Teresa de Calcutá)

Um final de semana iluminado pra todos.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Frescor

É o que as feiras livres, coloridas, barulhentas e espontâneas têm em comum com a gracinha da Mallu Magalhães. Espero (mesmo) que essa menina vá longe.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Os olhos da Bette


Porque de nada adianta ter olhos grandes...


... se os olhos da alma não forem maiores.

Novembro. Ou uma reflexão sobre os verbos que regem a vida.

Casinha pra administrar, cachorrinhas pra cuidar, contonas pra pagar, trabalho pra fazer acontecer, freelas pra entregar, casa nova pra procurar, aulas pra preparar e ministrar, monografia pra entregar, academia paga pra freqüentar...

Nota mental pra 2009: pegar mais leve.

Família pra amar e cuidar, amigos pra sempre ter por perto, parceiros pra dividir a responsa e os louros, saúde pra fortalecer, espaço pra receber os queridos, dívidas pra crescer, cabeça pra manter no lugar, alunos para trocar, amor pra recomeçar.

Primeira resolução de ano novo: pisar fundo no acelerador da vida!

Post da Profs

Toda vez que eu vou dar aula volto pilhada. Dizem que a troca aluno-professor suga energias. Pra mim, o efeito é inverso. Ontem foi demais. Quando cheguei em casa, depois de um longo trajeto, minha Duracell poderia ligar uns 10 eletrodomésticos ao mesmo tempo, todos operando em velocidade máxima.
...
A primeira aula da segunda braba. Galera louca pra se atualizar do fim de semana, muitos atrasados chegando direto do trabalho... uma saudável confusão de turma universitária (sim, eu me lembro de quando fui uma!)... e eu do lado de cá, com Smith e Keynes repaginados no pen drive, pronta para tentar promover uma discussão interessante sobre liberalismo econômico x intervenção do Estado na economia.
...
Tá certo que a crise mundial dá uma certa esquentada no tema da aula. Mas quando vejo as primeiras mãos levantando, turma participando, divergindo e se colocando... quanto prazer!
...
E ao final da aula, ter a mesa rodeada dos meus alunos queridos cheios de complementos à discussão, tirando dúvidas sobre o trabalho a ser entregue, falando que adoraram a dica do Twitter ou dando notícias sobre sua vida pessoal, faz a minha cansativa jornada valer cada minuto empenhado.
...
Ainda há tanto caminho a percorrer. Mas uma única certeza: eu não seria ninguém nessa vida se não pudesse trabalhar em contato direto com gente.

Em tempo 1: sexta tem Workshop de Reportagem do NET Cidade, 2 turmas! Bora ensinar e aprender (mais aprender, que essa é a melhor medida)!

Em tempo 2: Post em homenagem à minha querida Tia Val, professora oficial da família. Hoje é o aniversário dela! Parabéns, Tia querida!

domingo, 26 de outubro de 2008

sábado, 25 de outubro de 2008

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Meda!

Da série "Credo em Cruz", contribuição de Mara em homenagem a André Marcondes.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u321536.shtml

Bordão é sempre bão

Eles podiam "tá matano", "tá robano", mas tão aí, enchendo esse mundo-véio-de-guerra de filosofia barata.

"Baba, baby!" (Kelly Key)
"Tô cheio." (Fábio Camargo, o inspirador deste post)
"Segura o tchan!" (Cumpade Washington)
"Cacildis!" (Mussum)
"Viva o amor pleno." (Jô Marino)
"Beijo-me-liga!" (Marco Luque)
"Betty faria." (André Marcondes)
"Ado. A. Ado. Cada um no seu quadrado." (Sharon)
"Eu deixei de ser pé de frango, eu deixei de ser vagabundo..." (Zeca Pagodinho em releitura artística de Jô Marino)
"Seráááááááá??" (Edna Marrero)
"Vamo, ET! Vamo, ET!" (Ventania)
"Amigo é igual panetone." (João Feza)
"Desculpa, Deus!" (Maísa)
"É com i de iscola!" (Carla Perez)
"Relaxa, fia!" (Fernando Furlaneti)
"Pede pra sair!" (Capitão Nascimento)
"Totoro! (hic) Totoro!" (Fernando Kai)
"Eu não sou cachorro, não!" (Waldick Soriano)
"Senta aqui." (Fábio Junior)
"Arô? É ieu!" (Didi Mocó)
"Eu raaaaaaaaaxo!" (Douglas Rodrigues)
"Vamo pulá!" (Sandy e Junior)
"Beijinho, beijinho, tchau, tchau!" (Xuxa)
"Vai levá deixxx pauxxx." (Aracy de Almeida)
"Tchã!" (Suh e galerinha do canarrrrrr)
"Créééééééu!" (MC Créu)
"Eu preferia ter um filho viado, do que um filho velha!" (Seu Lili)
"Rá!" (Patricia Sanches, Mara de Santi, Celise e Baby do Brasil)

Esqueci de algum grande filósofo moderno? Nos comentários, por favor.

P.S. Já rolam updates!

Capitu WWW



Valeu, tasantos, amigo tuiteiro. Incrível a canção da Ná.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

EGOtrip

Se você tiver boas intenções ou quiser apenas se divertir em companhia pouco reponsável, mas muito honesta...

Tamos na área. Derrubô, é pênalti.

O mundo virtual tá só que me engole.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

CUECA APERTADA



Agora demos pra isso: toda noite solitária se passa em meio a confissões, piadas, recuerdos e risos, via MSN. É o nosso SAIA JUSTA particular, sem nem precisar de make, luzes, câmeras e pauta. Vamos de pijama, chinela e coração aberto mesmo.

Eu, como sou metida a besta, tenho sempre uma teoria pra tudo. Disse casualmente que tava até parecendo a Márcia Tiburi nesses altos-papos.

Mara, esperta como é, já pegou pra si a alcunha carinhosa de "Wald". Chique ser a Mônica Waldwogel, né? De um tudo.



A questão é que dia desses Bira participou da sessão-mulherzinha-de-30. Rolou até lembrança amarelada das divertidas e atrapalhadas nights bauruínas, cheias de gafes e desencontros.

Como o Bira é macho de respeito (amigo, divertido e genial), nos restou abrir exceção e decretar que vez por outra teremos um episódio de CUECA APERTADA. Ao vivo e online, é só chamar a nosotros no eme-esse-ene.

...

Com amigos assim especiais, quem é que precisa de GNT?

O falatório dos justos

Ulysses Silveira, nosso super-empreendedor, doce figura e do-contra-de-plantão (Rá, Ulaisses, pensou que ia escapar, hein?) tá blogando também, coisa que ele já devia ter feito há muito mais tempo. Tanto talento guardado, pra quê? Vocês vão ver: Roberto Justus ainda há de se associar ao nosso prodígio. E nem vai ser preciso ganhar O Aprendiz.

Seja mais uma voz no Falatório Geral.

P.S. Em tempo, Ulysses: fique rico e famoso, mas por favor, não use laquê e nem grave um CD, tá?

É amanhã!

Venha subverter com a gente! Integre os meios e integre-se a eles.

Semana de Comunicação do UNISAL

sábado, 18 de outubro de 2008

E não é que vamos mesmo?

E vai rolar o reveillon-bafo na cidade sem limites, minha gente! Chácara que tem até wet bar fechada! A mobilização é grande e as pessoinhas estão todas animadas. Uma idéia despretensiosa, muito trabalho dos bauruínos envolvidos e... voilá! Estamos todos a poucos dias de um reencontro animadíssimo! Não vejo a hora.

Do que são feitos os seus sonhos?

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Obama x McCain

A serenidade e a polidez de Obama são inacreditáveis. Essa postura de "não-quero-ser-o-dono-mundo" mas "o-presidente-dos-united-states" seria perfeita se o mundo também pudesse votar. Inclusive o Iraque.
...
Sarah Palin... que erro de estratégia eleitoral. Assim esperamos.
...
Confiemos que os EUA queiram mudança. Confiemos. É sabido que o mundo queira.
...
E que o castigo da decepção não esteja destinado aos crédulos que desejam um mundo diferente. Ao menos dessa vez.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Digitalizando

Como este blog é freqüentado por gente honesta e idônea, que cumpre o que promete, Fabião me levou pra almoçar hoje no restaurante mais improvável de Americana: comidinha caseira (de Vó) servida nos fundos de uma casa de família. Meu senso espacial completamente desnorteado acha que é no Frezzarin, mas sabe Deus. Almoçamos no quintal (coisa boa) o melhor arroz-feijão-farofa-bife-e-quiabo dos últimos tempos. Discutimos o tema de nossa apresentação na Semana de Comunicação do Unisal e eu, analógica de tudo, aprendi muito com o digital-Fabião. Adorei, querido amigo, obrigada mesmo! Melhor ainda verbalizar um sonho antigo e ver os olhos do possível-parceiro brilhando. Surpresas virão. Vamos nessa, ensinando e aprendendo (que esta é a melhor parte, sempre).
...
Esse é o lado bom do Interior: onde mais encontraríamos uma casa de portão-pros-fundos aberto, cheirando a comida boa?
...
O resultado dessa história toda é que agora eu tenho twitter e blip.fm. E isso é só o começo, babies. Vamos todos aderir?
...
Mica, se não fosse você... Ou melhor: Mica, vai ser tudo culpa sua.

É nóis, Mara!

São Vicente

Vou começar como começam todos os blogueiros arrogantes desta Internet-sem-fim: "Não, este não é um post pago." Quem, afinal, pagaria por uma publicação aqui, né messsss? Este blog humilde e descarteirado sobrevive de gestos de delicadeza - os que me movem mais que tudo.
...
Eu e Ulysses almoçamos hoje no Supermercado São Vicente (comida boa e honesta) e o Vale Alimentação dele fez as honras da casa, já que o meu (furtado) pode estar sendo instrumento de mini-golpes por aí.
...
Ulaisses, obrigada por tudin, tudin.
...
Sete dias úteis pro meu card novo chegar, tá? Agradeço a paciência.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Foi pra mim...

... que fizeram este CQC: Maisinha-que-me-diverte-soltando-pum-pro-Tio-Silvio, Timóteo-que-me-dá-engulhos-caindo-pela-segunda-vez, mea-culpa-de-ter-sido-petista-de-broche-de-estrela-aos-vinte... e, no grand finale... Fuerza Bruta (melhor programa do ano curtido até agora) & Sumaré (cidade de onde saltei para a vida) no mesmo Proteste Já! Pode isso tudo só pra mim, minha gente?
Em agradecimento (e admiração), vou ver nesta quinta o cara mais mal-humorado e legal dos últimos tempos, Rafinha Bastos, na companhia dos queridos e generosos que me convidaram - Baio e Nic - no Teatro de Arena Elis Regina.

EM TEMPO: quantos convites legais me fizeram este ano! Ô coisa boa quando a gente se sente bem-vinda! Que seja indício de sermos boa companhia, né? Que seja, que seja.

twitter

A Brenda me convidou pro Twitter, mas ainda não aceitei. Não é falta de educação, é medo messssssss. Demorei anos para aderir ao Orkut, tão analógica que sou. Mas vou me render ao mundo das "twittadas". Mica, rola um tutorial? (rs)

Acreditem, xuxus!



Supersemana!

domingo, 12 de outubro de 2008

Feliz dia das crianças...

... para as de hoje, que são:



(Doçura de música da Paula Toller, na voz de Adriana Calcanhoto... Tem como não gostar?)

... e as de ontem, que são ainda:



(Para este blog, meu caderninho... porque a gente cresce, mas nem tanto assim, minha gente, nem tanto assim...)

Tanto barulho por nada

Ouço sempre a Nova Brasil FM. Mas confesso que às vezes o programador apela e toca coisas de doer... Como o novo disco da Aline Muniz, filha da Angelina Muniz, que a gente amava em Vereda Tropical.

Vejam o clipe de lançamento do CD da moça:



E agora, leiam a letra da música que toca da Nova, um misto de protesto pela diferença social e canção de amor... Juro que eu tentei, mas não entendi:



Precisava tanta produção pra... isso??? Não gostei dessa amostra da "obra" que a moça deseja deixar para a música brasileira. Ah, mas eu não mando nada, não sei de nada... melhor mudar de estação.

Ele é um gênio...

... porque sabe capitalizar tudo. E, é claro, tem o melhor dos dons: não se leva a sério.

"Vem viver outra vez ao meu lado..."

Nada ainda da pobre carteirinha, nada, nada... Deve estar se sentindo perdida e órfã... Ou usurpada, vilipendiada... Será que se apaixonou por seu novo dono? Sabe cumé, algumas mulheres adoram cafajestes... Será que a carteirinha é uma dessas?? Humpf... Acho que ela não volta mais!

P.S. Adorei usar as palavras "usurpada" e "vilipendiada" no mesmo post... "Santo Drama, Batman!" Coisa mais leonina! (rsrsrsrs)

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Nunca assisto, mas...

... o que foi a Patrícia Pillar empunhando a furadeira pro pai engasgado, o que foi? Tamos perdendo a noção aí no Grobo, como diria Didi? HORRÍVEL.

A fé não costuma faiá

Se todo mundo pedir, ela volta, gente. Aceitem essa humilde campanha em seus corações. Pela tranqulidade da marmota indigente (e indulgente) aqui.


Ave Maria piena di grazia, il Signore è con te,

Tu sei benedetta fra le donne e benedetto è il frutto del tuo seno, Gesù.

Santa Maria, Madre di Dio, prega per noi peccatori,

adesso e nell'ora della nostra morte, Amen!



Tô recordando a Vó Tereza rezando pra São Longuinho e prometendo 3 pulinhos e 3 gritinhos pro santo. Coração devidamente aquecido. Buona note!

Estreando como indigente



Uma alma distraída e crédula presa em um corpo atrapalhado fez hoje sua estréia na categoria dos indigentes: perdi (ou me furtaram) a carteira com TUDO dentro... todas as minhas burocraciazinhas, meus cartõezinhos de vale-comer, vale-andar-de-carro e até de vale-comprar-coisas-pra-pagar-depois. As fotos 3x4 já amareladas dos que tanto amo, a medalhinha da Nossa Senhora com a Ave Maria em italiano que Carol me trouxe do Vaticano... o erregê, o cepêeefe, a habilitação que os irresponsáveis do Detran me deram e até o documentinho de votar nessa gente que não combate o crime.
Perdida e desamparada, ainda gastei boas horas cancelando tudo com as moças gerundiosas das companhias de crédito - que pareciam esperar alguém gastar por aí o pouco que eu tinha antes de bloquear de uma vez as porcarias dos dinheirinhos de plástico. B. O. na delegacia sem nenhuma gentileza. E só pra amanhã, que o dotô delegado tava lá pra assinar, não.
...
Como Deus é bom e ainda há gente de bem neste mundo, Baio pagou o almoço e fez a correria comigo (cerrrrto, mano?), Ulysses procurou, procurou e procurou... e ainda teve a doçura de me pedir pra não ficar triste. Mama vai emprestar grana para tirar os documentos todos e o Véio Jaime querido disse: "Se precisar, tem mais."
...
E agora eu tô aqui chorando os baldes que represei desde as duas da tarde. Impotente e sem acreditar que as coisas possam se desintegrar assim, sem aviso. Mas emocionada por estar cercada de tanta preocupação e querer bem.
...
Nunca imaginei que me serviria de salvação haver um Poupa Tempo móvel instalado na Comendador Muller. Manhã cedo, estarei lá.
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Agora eu entendo as lagriminhas tristes da Brenda pela ausência do celular desaparacido na Festa do Peão. Duro, né, Bidola? Coisinhas tão pequenas e tolas, desaparecidas, fazem a auto-suficiência da gente ruir feito um prédio do Sérgio Naya.
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Se eu lembrasse de cor a Ave Maria em italiano rezava bem alto... Pra Nossa Senhora do Vaticano ouvir e voltar logo pra casa, carregando consigo a carteirinha humilde que sempre lhe serviu de oratório.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Do front

Travei hoje uma guerra insana contra os carrapatos que invadiram meus babies. Acordei às sete de la matina e fui para o quintal, empunhando balde, borrifador e veneno. Era uma perfeita representante da DDDrin (alguém se lembra?). Se não lembra, mate as saudades:



Me diz o prejuízo para o mundo se a espécie dos grudentos fosse banida da face da terra, me diz? Se alguém falar em equilíbrio da espécie e cadeia alimentar, que um carrapato lhe grude para sempre na orelha. Ou em outro lugar mais incômodo (e apropriado para meu momento de ira assassina dos malditos).

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A Mirela vai pra sumpaulo, minha gente, de mala na mão e violão embaixo do braço. Tá se informando sobre as estações do metrô e tudo. E a véia aqui, que perde a amiga mas não perde a piada, deu uma tirada básica: "Imagina que ela não vai se perder..." E a moçoila me diz: "Vou sim, mas também vou à exposição de Machado de Assis e vou ver o U2 3D." (...) Tem gente que sabe pegar a gente pelo estômago, né, Mi? Ai, meu ponto fraco, ai, ai.

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O Alzheimer marca definitivamente a vida de quem convive com ele... O non-sense das palavras de nossos velhos amados e o amor por eles faz até com que a gente veja sentido onde ele não existe, né, Fer? Ao mesmo tempo que é triste, é tão revelador... o coração da gente pensa mais que a cabeça. E é bonito quando a vida nos mostra que tem momentos em que sentir e buscar compreender é mesmo só o que importa.

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Micael, como sempre, lúcido e incrível.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

OS CARAS

DE-FI-NI-TI-VO esse CQC sobre a apuração das eleições municipais. Se tem gente que se acha o máximo alardeando a vergonha alheia, eu tenho a felicidade de sentir "orgulho alheio". Viva os engraçadíssimos e preparadíssimos boys-next-door da televisão brasileira.

A pergunta que não cala e não dorme

Quem é que relaxa depois de 8 horas ao vivo?
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Quero meu ZZZZZZZZzzzzzzzzzzzzzZZZZZZZZZZZZZZZZzzzzzzzzzzz de direito.
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Boa noite. Pra quem conseguir chegar ao nirvana do sono. Que seja logo.

Os eleitos

10 cidades da nossa região já conhecem seus prefeitos eleitos e a nova composição de suas câmaras municipais.
Eu não fui candidata a prefeita, tampouco a vereadora. Mas tenho todos os motivos para me sentir vitoriosa ao final das Eleições 2008.
8 horas ao vivo com correspondentes em quase todas as cidades: das "barbadas" às surpresas que os resultados das urnas trouxeram, tudo conspirou para que a gente mantivesse a audiência interessada e participando. Até correspondentes não programados surgiram, o que prova que o NET Cidade é mesmo um veículo feito para a comunidade e pela comunidade. Não perdemos nenhuma informação sequer!
Esses voluntários, colaboradores e parceiros me enchem de orgulho! Eu só tenho a agradecer a todos, todos sem exceção.
Fomos coreligionários da pluralidade, da cidadania e da informação.
Ganhamos essas eleições ou não ganhamos? E haveremos de chegar ainda mais longe.
Parabéns e obrigada. De todo o coração. Pela oportunidade de termos feito o melhor e mais comprometido trabalho. Em equipe. O que faz desse resultado o mais saboroso e orgulhoso de todos.

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Que venham mais semanas vivas como esta que acaba de acabar.

sábado, 4 de outubro de 2008

Sisters

Houve um tempo em que a gente comia arroz de microondas e brindava cerveja em taça de champanhe. A gente dava duro e sobrevivia às mil noites de balada com mil litros de café no day after. Ríamos, brigávamos e fazíamos as pazes no espaço de poucas horas. Chamávamos os meninos (mais medrosos do que a gente) para espantar os ratos, brigávamos com as velhas do prédio, tadinhas. Implicávamos com Seu Agostinho, o porteiro, porque ele trocava os nomes dos namorados. A gente brigava pelas escalas de quem ia limpar o apê, riscava a conta de telefone inteira com marca-texto, implicava umas com as outras quando na despensa individual faltava alguma coisa. A gente era amiga dos namorados das amigas, dos amigos das amigas, dos pais das amigas. A gente trocava roupas, bijus e maquiagens e até pretendentes. A gente curtia os sábados à tarde na piscina dos meninos da Santomé, já que nas manhãs rolava um passeio divertido pela Batista. A gente puxava umas às outras pras festas e não havia desânimo que resistisse. A gente fazia chá pras amigas doentes, dividia os problemas e, num passe de mágica, tudo passava. A gente freqüentava, a gente recebia, a gente vivia. E tudo era tão mais simples com vocês, minhas irmãs.

Para Carol, Mara, Carolzinha, Raquel e Domi, que sempre levarei comigo. Amo vocês.

Bom sábado!



Adoro esse moleque Jamie Cullum. Quem é que revisita Hendrix tão corajosamente assim?

Sem contar a edição ritmadíssima do clip, né, minha gente? De babar.

Minha campanha

Levantamento interessante do Jornal da Globo elencou as profissões declaradas pelos candidatos a prefeito em seus registros de candidatura. A maioria, candidatos à reeleição, declarou "prefeito" como ofício.
Ora, se isso é profissão! Deveria, sim, ser só uma condição temporária de quem quer fazer algo pela coletividade. Já é sábado. Pensem bem, meus amores. Nada contra a reeleição se ela tiver sido conquistada por uma gestão decente.
Só não vamos nos esquecer de que uma das premissas da politicagem é o político profissional.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Meu Edward-Mãos-de-Tesoura

Sabe quando uma pequena mudança faz você olhar no espelho e dizer, com um sorriso estampadão na cara: "Essa, sim, sou eu!"? Pois eu tenho alguém que faz isso por mim, menos do que eu gostaria, é verdade, mas a culpa é toda minha e da minha eterna busca vã por mais tempo.

Hoje fui ao meu grande amigo Marcelo dar um jeito no picumã sem corte e, mais uma vez, ele me fez feliz. Além de ser um supercabelereiro, ele é amigo, divertido, inteligente, antenado, simples, nada afetado. Trocamos notícias. Fiquei feliz em saber da chegada do Lorenzo, filho dele com a doçura da Fabiana. O meu Edward-Mãos-de-Tesoura pessoal é talentoso de doer, com a vantagem de ser alegre e cheio de sol. God bless you, Marcelo querido. E sua família querida também.

Cabelo novo, amigo revisto, alma lavada. Ô coisa boa.

De nada, auto-estima. Espere e verás o que ainda há de vir.

Que vençam os homens de... Ben

A única coisa boa do VMB de ontem foi o Ben Harper.



E como domingão tá chegando, é rezar pra moçada lembrar que as eleições municipais são bem mais sérias do que a votação do VMB.

A grande Maysa

Que janeiro de 2009 chegue logo trazendo Maysa para a TV. A produção da minissérie parece impecável. Também pudera, pois quem a dirige é o filho da grande e polêmica estrela, o já conhecido noveleiro Jayme Monjardim. A caracterização da atriz Larissa Maciel parece perfeita. Depois de ter lido a maravilhosa biografia escrita por Lyra Neto, essa - que deverá ser uma biografia meio autobiográfica, por conta de Jayme - eu não perco por nada.



A série foi batizada de "Maysa: uma mulher à frente de seu tempo". Tenho lido muito filosofia (os grandes pensadores) e biografias (as grandes personalidades) e percebo que é denominador comum entre todas as mentes transformadoras deste mundo, o sofrimento. Todos os que vão à frente, pagam um preço altíssimo por serem visionários, contestadores. Os que não cabem em si mesmos parecem não encontrar espaço também na época em que vivem. Para refletir.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

APAExone-se!

Que me perdoem os que abominam as frases feitas, mas hoje constatei que realmente Deus ajuda a quem cedo madruga. Uma equipe especial pulou da cama às cinco de la matina para ir gravar o evento de Dia das Crianças do NET Cidade: o APAExone-se.
Os alunos da APAE deram o show e os artistas locais foram os generosos coadjuvantes nesse programa que já fez história. Não combinamos que um simples sorriso já faria ter valido a pena? A molecada só fez passar o recibo, oras!
Mesmo com os prazos apertados e os rocambolescos processos de produção, nós e os inacreditáveis pais, professores e dirigentes da entidade botamos pra quebrar!
Quantos sorrisos, aplausos, e demonstrações surpreendentes de carinho aconteceram ali, no palco do Teatro de Arena Elis Regina: acreditam que fui presenteada com uma flor por um aluno antes mesmo que o evento começasse? Que criatura doce e amorosa, dio santo!
Essa gente espetacular burlou as regras e fez o show muito mais bonito do que havíamos previsto: subiram no palco quando quiseram, dançaram quando não estava previsto dançar, pularam pra frente das câmeras e deram seu show.
E pensar que me precupei taaaaaanto com o roteiro!
Nossa equipe fez valer o sentido da palavra voluntário e se entregou. Que pessoas fenomenais são essas que estão ao meu lado!
Eu só tenho a agradecer por hoje. Até mesmo pela tempestade voluntariosa que veio fechar esse dia forte e bonito.
Nada melhor para lavar a alma e descansar o corpo.
Meio da semana e não é que estamos mesmo no lucro?
Obrigada pela torcida.

Lição do dia: quando a gente se esforça e abre o coração, até chegamos perto de ser excepcionais.

Hello, quinta-feira! Vamos além.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Eita!

Foi só falar que a semana começou bem que nesta terça o mundo veio abaixo.
Não sei se o dia começou nervoso por causa da minha consulta à dentista (apesar de competente e dedicada, ela é super - digamos - "assertiva", o que me irrita mais que o maldito motorzinho). Podem ter sido ainda as pessoas que queriam pra ontem o que só pediram hoje (ai, foram inúmeras!). Ou a pressão de em uma semana apenas estarem programados dois grandes eventos profissionais que exigem dedicação e cuidado extremo pra um prazo impossível. Pode ter sido ainda o trem que resolveu passar apitando feliz pela linha férrea que corta o centro de Americana quando o que eu mais precisava era atravessar a Rua Carioba, as topeiras da Imobiliária que (acreditem!) ainda preenchem recibos à máquina de escrever ou uns certos absurdos que a gente lê desejando ser analfabeto... enfim!
O fato é que hoje foi um dia de impaciência, palavrões para aliviar a bronca e uma dose extra de ansiedade.
Mas tudo se ajeita. E se não se ajeita, daremos um jeito de ajeitar. Né, gente?
Amanhã tem mais.
Espero que na quarta-feira o placar dessa semana melhore.
Sonhem com o domingo.
Beijo grande.

As últimas

Hoje eu tive um dia colorido. Como há tempos não me acontecia. Venci algumas pequenas batalhas da vida... aquelas que parecem intransponíveis na deprê habitual do domingo à noite. Ainda não há respostas, mas há uma busca feliz. Acordei cedo e de bom humor, cantei com o rádio, resolvi coisas chatas, ri com as minhas pessoas queridas. Obrigada, deuses todos. Há de haver mais horas como as últimas 24. Vai ser uma semana cheia. De trabalho e de alegrias. Bom constatar.

Um beijo, um abraço e a melhor semana do mundo aos que passam e aos que não passam por aqui.

Vai um cafézinho?

domingo, 28 de setembro de 2008

O favorito



O meu CQC favorito, Rafael Cortez, escreveu tudo o que eu penso sobre Amy Winehouse.

http://rafael.cortez.zip.net/

Mais uma canção (para aquela que um dia virá)



Transporte alguns momentos dessa canção para uma relação mãe-e-filha... Acho que pode ser tão ou mais verdadeiro que uma relação platônica de amor. Imagino que ao vir minha melhor criação vindo ao mundo, "seus olhos morenos me meterão mais medo que um raio de sol." Quando eu tiver uma filha, ela se chamará Lígia (a da canção) ou Clarice (em homenagem à Lispector). Porque o real pode ser tão lindo. Mais lindo ainda que o imaginado.

Dias (e pessoas) inesquecíveis

Gente que passa e gente que fica. Dos que ficaram e dos que se foram, sinto falta de todos. Realizadores, corajosos, desbravadores, amigos. Saudosismo, nunca. Mas... a saudade é inevitável!

É tão simples...

A melhor música dos últimos tempos.

sábado, 27 de setembro de 2008

A marmota-rainha (sobre) vive!

Mirela: Eu adoro a Ana Carolina... Você não gosta, né, Pati?
Pati: Mi, como você, que adora Vanessa DA Mata e Marisa DA Monte, pode gostar dessa gritalhona infernal? (...) Marisa DA Monte? Eu falei isso?
Ambas: (...) Hahahahahahahahahahahahhahaha!

...

Douglas: Pati, você quer ajudar para conectar os cabos no painel da UM?
Pati: Vamos lá, Dougretz, conecta um que eu conecto o outro, é mais rápido.
(vão os dois ao mesmo tempo pro fundo da UM e... TÓIN! Cabeça com cabeça!)
Ambos: (...) Marmota! Hahahahahahahahahahahahhahaha!

...

Ser marmota tem a vantagem de não se levar a sério. Nunca. E ainda criar marmotinhas-precursores. Ô, meu Deus. No juízo final, dessa eu não escapo.

Filosofia barata



As eleições americanas não acabam nunca, minha gente? É Obama pra lá, McCain pra cá... Deu tempo até de uma ex carioca do véio dar pinta na mídia. Cadê Michael Moore e Bono Vox pra animar um pouco mais isso? Já que não acaba...

Depois da palavra dita, quais serão as conseqüências? Se tem algo que me tira do sério é falta de tato e gentileza. Tenho horror a gente que bronqueia com os outros sem se preocupar em como fazer, ora. A gente precisa gastar mais tempo buscando a melhor forma de fazer e de dizer. Ainda que seja duro e difícil. Sempre. É o mínimo de respeito com o outro e com a nossa própria paz de espírito.

Eu tenho uma relação de amor e ódio com São Paulo, a capitarrrrr. Adoro o que ela oferece, mas não seria capaz de viver nela. Conviver com São Paulo é inimaginável pra mim, mas ao mesmo tempo, queria estar ali o tempo todo, onde as coisas acontecem. Mas... (sempre de haver um, não?) tendo a chance de usufruir.

Existe alguém assim tão auto-suficiente que se baste? Ou é só medo de dividir o brilho, as idéias e a mão-na-massa com quem está aberto a fazer as coisas acontecerem? Quando um não quer, todos se viram, mas alguém sempre perde.

As fotos e videos de Fuerza Bruta estão fenomenais, mas não CONCHIGO, como dira a Ludy, tirar do celular. Ou a tecnologia é que é besta ou eu é que sou uma topeira analógica.

Depois da chuva

Bem... quando eu conseguir fazer o celular conversar com o note posto as fotos incríveis e mini-videos que fiz hoje, vendo Fuerza Bruta.

O espetáculo é maravilhoso. A todo momento não se sabe pra onde olhar. A equipe técnica, gentilíssima, vai nos empurrando e moldando para dar passagem à estrutura do show. O som conduz as cenas à perfeição. Dá vontade de dançar o tempo inteiro. A gente interage com os bailarinos-atores e público-com-público também.

Quem não arrasta a cama consigo quando vai pro trabalho? Quem é que não vive fases de só desencontros no amor? Quem não fantasia o outro, assim, como se fosse uma entidade superior? Quem não vê só bloqueios por onde anda e ainda precisa dar a cara a tapa? Quem não precisa atravessar muralhas para sobreviver? Quem não se entrega à balada com o mundo caindo na cabeça? Quem não se sente mais forte e poderoso em grupo? Quem é que deixa de abrir mão da diversão em nome da fuerza bruta desta vida ordinária, quem, quem?

Pra mim, ficou: apesar dos pesares, curta. Quebre os muros, mas viva. Dance. E sonhe. Que nos sonhos há paredes de menos e beleza de mais.

Apesar do preço salgado, de ser na impossível São Paulo e todos os demais... eu RECOMENDO.

Eu devia ter ido pro "chuveiro eletrônico" no final. Divertidíssimo!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Fuerza Bruta!

Por mais comprido que tenha sido o dia, chego em casa, ligo a TV e... o futebol das quartas-feiras tá sempre lá. Mas basta um zapeado breve para ver o Saia Justa, depois dele, Sex and the city. A TV a Cabo pode ser a redenção das mulheres cansadas. Um pouco de leveza para aplacar a força bruta.

E falando nela... com o perdão do ganchinho mais ou menos...

Mano Leo me convidou para programa irresistível: Fuerza Bruta, um espetáculo físico, visual e sem palavras, como está no release. No mínimo louco, eu diria. Chefe liberou a tarde de sexta e vamos lá, nos sentir parte do mundo, vendo algo diferente de tudo. Com o perdão do gerúndio, tô merecendo e precisando. Conto tudo depois.



Troféu mano do ano para o Leo, né gente?

Para saber mais: www.fuerzabruta.com.br

Santo MSN (ou como é bom ter amigos)

Mara diz:
como nossas vidas são montanhas-russas, né?

Patricia Sanches diz:
afe

Mara diz:
uma hora, é a descida louca e desenfreada de uma

Mara diz:
depois, a subida lenta e calma de outra

Patricia Sanches diz:
mal recuperamos o fôlego já vem outra ladeira

Mara diz:
enfim, quando o carrinho chega no final, a gente entra na fila de novo!

Mara diz:
pois é

Patricia Sanches diz:
o bom é que a gente tem estômago forte

Patricia Sanches diz:
e umas às outras para segurar a mão quando o medo bate

(que estejamos todos, ainda que distantes, sempre no mesmo vagão!)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Fazendo a louca

É tanta preocupação que eu fico preocupada de deixar de me preocupar por sempre me preocupar demais. Seria esse mais um motivo para me preocupar?

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Casca... e só.

O terninho bem cortado da executiva, sua máxi-bolsa, seus saltos confortáveis. O carro novo, as mentiras velhas, os vícios debaixo do tapete. Há discursos inflamados, a falta de gentileza e condescendência maquiados de assertividade. O poder - Ah! O poder! - que nunca se sabe temporário e temerário. Há reuniões íntimas para desconhecidos, o contra-cheque, os shoppings como diversão única e as bobagens ditas no MSN. Os proseccos, os convites para eventos imperdíveis, as revistas femininas, o peso ideal e o Globo Repórter com suas receitas infalíveis de comportamento. As viagens perfeitas da CVC, as vantagens do novo Motorola, um iPod cheio de músicas da moda, a MTV. Há diplomas mil encadeados, matérias na Imprensa, comentários superficias sobre filmes, livros e discos. Há a desculpa dos bipolares, o descaramento dos falhos de caráter, os coitadinhos em eterna depressão. Há os bons oradores, os falsos profetas e os engraçados 24 horas por dia.

...

A verdade é que não há ninguém tão seguro de nada nesse mundo que não sinta medo. E o que sobra e só o que vale: a tentativa de viver bem com a gente mesmo. No mais, é tudo casca.

I love the nightlife

Banho longo e cházinho de erva-cidreira devidamente tomados. Cachorras felizes, protegidas do frio e alimentadas. Marmitinha light de amanhã pronta na geladeira. Sofá e, pouquinho livro da Fal lido, pouquinho TV... qualquer nota. Sono batendo, ô leseira boa. Tô véia, não. Tô em busca do caminho meio, como diria Caroleta, a libriana. Mas... please, don´t talk about the love tonight.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

...



Considero a Coca Zero uma dádiva científica. Não tenho paciência para xadrez. Tenho mania de lenço, cachecol e echarpe. Detesto meus pés em sapatos baixos. Uso batom raramente. Meu criado mudo carrega uma pilha de livros inacabados. Prefiro biografias. Odeio manuais de instrução e tutoriais. Preciso usar óculos, mas não me habituo. Os berros de Ana Carolina são insuportáveis pra mim. Tomo café demais e água de menos. Gosto de arquitetura. Adoro decoração. Carne vermelha e chocolate podem deixar de existir que eu nem percebo. Preciso de elogios, ora. Adoro a colchão de molas do meu avô e a pipoca da minha mãe. Não me convide para um parque de diversões. Sonho sempre naqueles 5 minutinhos depois que o despertador toca. Gosto de lavar louça. Dirijo bem e rápido. Até hoje não decorei a regra gramatical dos porquês, mas uso a crase como ninguém. Pra mim, é um prazer lutar contra o sono. Não viveria sem cães me rodeando. Acho que os legumes são injustiçados. Direita e esquerda me confundem. Tenho pressa. Tenho recaídas e rôo as unhas. Pinto as do pé de esmalte escuro. A tecnologia me inibe e a fé me comove.

...

Quanto mais afirmações me definem, menos garantem a fuga das reticências.

A marmota-rainha

Não sei se isso se deve ao meu 1,78 de altura apoiado em pés 36... Mas ando com total firmeza até me deparar com uma escada. Elas parecem obstáculos intransponíveis pra mim. Especialmente ao descer. Se houvesse uma versão Patricia para o PlayStation, certamente me fazer descer uma escada seria motivo de bônus extra... As rolantes, então, impacientes e constantes, que nunca esperam minha coragem, estariam na fase final do game. Sempre over pra mim.

Odeio coentro. Em uma das mais divertidas viagens de trabalho que fiz, Manaus me apresentou o peixe mais saboroso que comi na vida - costela de tambaqui - acompanhado de baião de dois... Perfeito? Sim... não fosse o coentro salpicado em cada grão de arroz e de feijão-de-corda, que tentei eliminar um por um, heroicamente, com o garfo, para delírio dos manauaras presentes. Ó, dias...

Certa feita, paguei fortuna em um desodorante-creme da Natura. Besuntei as axilas, botei tubinho preto e todo o kit-femme fatale e simbora com a turma badalar em uma superfesta... Até que enquanto eu fervia horrores na pista, acende-se a luz negra e... voilá! Todos os lugares onde o tal desodorante havia tocado, ficaram fluorescentes! Nunca me esquecerei daquele banheiro feminino lotado de baladeiras, onde eu lavava o sovaco tentando eliminar o, digamos, brilho especial que a Natura gentilmente ofereceu às minhas axilas. Mico!

Dia desses fui fazer TP pra Brenda no estúdio. Fer na câmera. Sentei-me alegremente em uma mesinha do cenário. Mas uma das patas da mesa animalesca quebrou. Lá se foi Patricia Sanches com dália na mão, salto nos pés e cachecol no pescoço, lentamente, para o chão. Cabeça na porta do estúdio, braço prum lado, pernas pro outro, bunda no chão, cada coisa caindo em seu tempo, o que durou uma eternidade... sim, eu caio em câmera lenta, vejam vocês.

Como diria mamãe: "Larga de ser marmota, menina!"

terça-feira, 16 de setembro de 2008

A rede é nossa!

E a listinha de blogs incríveis e irresistíveis (ao menos para mim) tá só que cresce!
Celise Rey Monte, a menina dos roteiros criativos e inacreditáveis, agora tem seu espaço de devaneio na net. Ela assume que o pão, quando cai de suas mãos, é sempre com o lado da manteiga para o chão. Ora, Cê! Que graça teria se fosse ao contrário?
E Mara de Santi, o equilíbrio perfeito entre inteligência e sensibilidade tá na rede também, ora essas, que mulher moderna sempre encontra os espacejamentos necessários para se movimentar com destreza entre as mil tarefas (e mil prazeres, como negar?) que a vida nos traz todo santo dia.
Bem-vindas à rede, Power Puff Girls!

Inspiração

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Só um dia

Há dias realmente difíceis de serem vividos. Dias de pressão, de porrada, de levar a vida no peito. Dias em que é preciso exercitar a paciência, respirar fundo e contornar os obstáculos. Eu, que sempre considerei meu estômago de aço, confesso que tive dificuldade em viver essas 24 horas.
Mas acabou. O bom de viver dias assim é saber que eles acabam. E que uma palavra mal dita, uma atitude impensada ou qualquer traço de impaciência podem tornar o amanhã, nova página a ser escrita, em um mais um rascunho amarrotado e jogado no lixo.
Entre os profetas tacanhos e Chico Buarque, fico com o saltimbanco: "Amanhã há de ser outro dia." Boa noite de descanso. Bom dia de luta.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Uma lista

Há uma lista de coisas que eu ainda sonho fazer. Das mais banais às mais homéricas, todas são desafios possíveis. As mais banais talvez sejam as mais desafiadoras.

- Conseguir dormir à tarde vez em quando;
- Conhecer a Europa;
- Aprender sobre vinhos;
- Cultivar uma mini-horta (e consumi-la);
- Dormir todos os dias com a sensação do dever cumprido;
- Escrever um livro que emocione e toque as pessoas;
- Ouvir mais música;
- Controlar minha ansiedade, velha companheira;
- Viajar só... bem acompanhada de mim mesma;
- Trabalhar efetivamente pela dignidade dos animais;
- Manter uma dieta natureba e gostosa;
- Ter mais convicções do que dúvidas;
- Alimentar as dúvidas, até que se tornem convicções;
- Religar-me a Deus (ter com ele um relacionamento diário, não apenas reconhecê-lo presente em meu dia-a-dia);
- Sorrir mais;
- Ter um filho;
- Comprar uma casinha velha e deixá-la com a minha cara, meu jeito, minha história;
- Dar vazão à lista de livros que se empilham em minha cabeceira, para que novos livros se acumulem;
- Ir a Bauru e a São Paulo, passar uns dias com meus amigos e vivê-los;
- Visitar antiquários e viajar na beleza do tempo que passa (e fica);
- Ser menos dramática, leonina, mão-de-ferro;
- Deixar de pensar que é sempre mais complicado fazer o que é simples.

É certo...

... que noites (e dias) melhores virão.



segunda-feira, 8 de setembro de 2008

O exemplo de Fal


Ela não é um celeb, apesar de estar ficando famosinha que só. E a Fal, minha gente, é uma das mulheres mais reais que eu conheço.

Tem dias que até evito entrar no blog dela, acredita? Porque é batata que haverá algo ali para me emocionar. E como ando um tanto sensível, já viu...

Agora, o talento de Fal se multiplicou e o seu blog lindo meio que acabou virando livro. Minúsculos Assassinatos e alguns copos de Leite, lançado pela Rocco, é o novo filho da Fal, menina doce, engraçada e sensível até não poder mais.

Preciso comprar o meu. E é certo que será prudente comprar uma caixa de lenços também.

O exemplo de Christina


Esse final de semana vi de novo uma série que acho genial: Samatha Who? do Sony.
Samantha era uma bad girl, que teve um derrame e ganhou 2 presentes: ter sobrevivido e se esquecido de absolutamente tudo sobre seu passado. Ao longo da série, Sam se vê, a cada episódio, tentando reparar os erros cometidos, erros estes que ela sempre descobre ao acaso. Ela concorre ao Emmy este ano, pela série.
Quem faz Samantha é a ótima Christina Applegate, que divertiu a nossa adolescência na série Married With Children, no papel da filha fútil de Al Bundy (uma espécie de Homer Simpson em versão televisiva).
Christina, alem de grande comediante, é uma lutadora. Recentemente, se submeteu a uma dupla mastectomia por ter sido diagnosticada com câncer de mama. Bravamente, assumiu seu drama em público e teve a coragem de dizer: "Às vezes eu choro. Às vezes eu grito, fico com muita raiva e me afundo com pena de mim mesma. Eu acho que isso tudo faz parte da cura."
Não é assim que todas nós, mulheres, deveríamos ser? Assumir nossas fraquezas, chorar nossa cota e olhar nos olhos do mundo com a coragem necessária para fazer o que é o mais certo, por mais que mais dolorido?
Há sempre um preço a pagar pelas decisões... e se não temos como "cortar esse pedágio", que ao menos a gente tenha a dignidade de inspirar os outros com as nossas atitudes.
Todas as celebs, que vivem às custas de criar uma imagem inatingível, deveriam ter Christina como exemplo. O mundo precisa de mais gente real bombando na mídia.

P.S. Esse post é dedicado ao Marcelo, superfã da "Apergeite".

Para!

Eu juro que não entendo porque as Paraolimpíadas não ganham destaque na Imprensa.
O amigo Rogério, comentarista/voluntário do nosso querido Lente Esportiva, comentou que as Paraolimpíadas deveriam acontecer antes das Jogos Olímpicos Oficiais. Quem sabe assim, os verdadeiros exemplos de superação dos atletas paraolímpicos motivassem nossas estrelas do esporte.
A gente bem que merecia um ouro paraolímpico no futebol masculino, já pensou?
Um bando de gente ia se remexer nas cadeiras da Granja Comary.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Must have the classics!

Acho um barato as listas de "must have" que a gente encontra em alguns sites moderninhos de beleza, moda e decoração. Mas pra mim, must have mesmo são momentos divertidos como o de hoje, ainda que vividos virtualmente, com aqueles amigos especialíssimos, vinhos raros, ítens invendáveis do brechó da minha vida que jamais deixarão de ser hype.

Carol, você é inspiração pra minha vida e minhas atitudes. Meu ícone.
Bira, meu companheiro eterno, das conversas e baladas incríveis às furadas divertidas.
Mara, me sinto mais perto de você do que nunca. Você me relembra quem sou!
Zu, você sempre estará no rol das minhas amigas especiais. Sei que poderei contar contigo sempre.
, todos podem rir de mim. Mas só das suas sacanagens com a minha pessoa é que eu aprendi a gargalhar.
My vintage friends: sempre cheios de boas memórias e mais necessários do que nunca. Amo vocês, meus clássicos eternos.

Bye, Madge!

Dona Ciccone sempre causa. E quando ela não causa, causam por ela. Minha gente! Esse lance de venda de ingressos pela Internet, depois que começou, só trouxe polêmica: um pouco, talvez, porque não estejam preparados para a demanda. Outro tanto, creio eu, porque expor uma demanda exagerada gera burburinho e valoriza o passe do evento (como se precisasse!).
De qualquer modo, aos que não conseguiram, reforço que haverá "promoções" mil para quem não conseguiu pagar o absurdo cobrado para ver Madge: meu irmão, vejam vocês, trocou de celular no dia da passagem da Vertigo Tour, do U2, por São Paulo. E pasmem: chegou ao Morumbi mais de cinco da tarde, viu o show inteiro da pista e em local privilegiado.
Corram todos pra porta da Renner, comprem mil reais em malhinhas de gosto duvidoso e o encontro com a rainha do pop estará garantido.
Saudade de quando a gente fretava van pra ver R.E.M. no Rock in Rio: bastava mandar a grana pros amigos cariocas comprarem as entradas, organizar a excursão e se divertir.
Ainda que Madonna não volte mais, não me renderei a esse esquema pra ver a diva. Vamos descobrir qual o canal que fará a transmissão Live in SP, convidar a galera pra ver em casa e curtir. Acho que passei de fase.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Minha GENTE

Tem dias em que o mundo cega a gente... mil e-mails, telefonemas, decisões, pendências e problemas que acabam se arrastando e nos tirando o sono, por mais que se saiba estar fazendo o melhor e o máximo.
Mas tem dias também que o coração da gente fala mais alto e se abre... para perceber que há tanta coisa boa em volta, segurando a onda de viver nesse mundo-louco-de-meu-Deus.
Hoje o Dani disse-me uma frase que, inexplicavelmente, eu precisava ouvir e que fez todo o sentido nesse momento da minha vida: "A inércia é o pior dos pecados." Perfeito.
Hoje ainda, outro amigo, o William, trouxe as fotos de sua viagem à Austrália: coalas, bebês-canguru e cacatuas atravessando a rua, respeitadas pelo trânsito. Igrejas góticas, famílias recebendo jovens de todo o mundo, para o Encontro Mundial da Juventude. Linda e inspiradora experiência. O mundo (ainda) é belo e grande. E pode estar a um passo, a uma atitude.
Hoje também minha grande amiga Carol Baggio estreou seu novo projeto na TV Cultura: ela é repórter do programa Almanaque Educação, que vai ao ar sempre às terças às sete e meia da noite. Formato inovador, programa dinâmico, com conteúdo excepcional. Me enchi de orgulho da minha irmã. O sucesso é decorrência. Assistam!
Reunião de trabalho com o Roberlei, profissional e amigo (assim já o considero) de criatividade ímpar, dono do senso prático e dos pés-no-chão mais otimistas que eu conheço. Uma pessoa gentil, elegante, educada... rara de se encontrar hoje em dia. É certo que faremos um grande trabalho... e aprenderemos e nos divertiremos juntos no processo.
Bom... Karol, Ulysses, Baio e Fer, meus companheiros de luta... é tão bom conviver com essa gente que sabe vender e comprar idéias, ir em frente e batalhar, mesmo que uma ou outra pedrinha dificulte o caminho da gente. É bom ter vocês ao lado, caminhando e crescendo.
Amigos voluntários, todos, sempre dedicados, empenhados e cheios de carinho com a gente, com o trabalho, apaixonados por doar-se e receber. Vocês são incríveis.
Beto, suas orações, seu companheirismo e sua preocupação me confortam e animam. Obrigada é pouco.
Mara, amiga real de contato virtual... seus conselhos são meus guias. Você e a Fadinha Bibi são doçuras, presentes.
Mãe, Vô... sempre carinhosos, preocupados... basta um "Alô! Tudo bem? Fica com Deus!", pra melhorar absolutamente tudo e me lembrar que sempre terei vocês. E que saber disso é simplesmente tudo o que eu preciso.
A vida, com gente boa por perto, se torna tão melhor. Hoje, mais do que em qualquer outro dia, me lembrei disso. Obrigada, pessoas.

Mãos de Navalha

A versão barbeiro de Edward-Scissor-Hands!


Achado na prateleira da locadora neste finde que passou: Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco da Rua Fleet. Mais uma obra prima da dupla Tim Burton e Johnny Depp. Essa credencial bastaria para recomendar a fita, não? Mas o musical (ok, ok, eu gosto de musicais, tá?) é incrível: ao mesmo tempo parecido com tudo o que Depp e Burton já fizeram e diferente, no sentido de acrescentar - como sempre - algo novo. Os dois são como o nosso velho arroz-feijão (combinação sempre saborosa, robusta, segura e perfeita) temperado com uma especiaria nova e exótica. Nada de bife ou batata frita pra fechar o cardápio que eles nos oferecem: em Sweeney Todd, a música amplifica e "humoriza" (certo, acabei de inventar essa...) uma história clássica que trata do preço a se pagar pelo desejo incontrolável de vingança. Direção de arte e fotografia impecáveis, caracterização ma-ra-vi-lho-sa e atuações precisas, que cabem perfeitamente no teor caricato da obra.

Destaque para aquele que é um dos melhores momentos do filme: quando o barbeiro encontra suas velhas navalhas e as empunha, dizendo, orgulhosamente: "Agora, meus braços estão completos!" Auto-referência divertida que eu, fã confessa da dupla "sombria", encontrei: Todd, nesse momento, relembra Edward-Mãos-de-Tesoura (talvez a obra mais bacana, estranha e engraçada desses dois maníacos rendidos a um estilo único e peculiar).

Aluga, vá! É bom pra caramba.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

TV em revista

Adorei o desempenho de Glenda Kozlowski em Pequim. Ela é sempre simpática, espontânea, envolvente. Superdicção, sorriso (natural) estampado no rosto. Perfeita pra editoria de esportes. Adorei a entevista dela com Maureen Maggi no Esporte Espetacular de domingo. Duas meninas trocando confidências, se divertindo. Foi bem legal.

O novo quadro do CQC com Warley Santana é simplesmente GENIAL. Gentili com Inri Cristo foi de rolar de rir. Tas e seus meninos estão mesmo em uma crescente de criatividade e frescor. Que demore a passar, Custe o Que Custar.

Na sua opinião, o mau humor de Galvão no penúltimo e no último dias de jogos olímpicos se justifica? Cansa, a gente entende. É uma maratona. Mas não dá pra saber o que é pior de aguentar: o Galão ufanista e animado, ou o Galvão sem voz e estressado. Eu confesso que passo a vez.

Acho o Toma Lá Dá Cá bem fraco. Figurões do humor desperdiçados. Mas Adriana Esteves é impagável, vocês não acham? Adoro aquela caricatura de dona-de-casa que ela faz. Chega a ser algo meio "Oscarito". Ponto pra ela.

Domingo à tarde vi uma comédia incrível de Jerry Lewis no TCM: O Otário. Não fosse o sono verpertino (raro e delicioso) que me arrebatou, teria chegado ao "The End". Um clássico. Uma pena não ter visto até o fim.

Uma pena ter visto até o fim a prata do vôlei masculino. Ótima decisão ter botado o despertador para acordar com o show das meninas do Zé Roberto. Manhãs de vitórias, noites de derrotas. O esporte nos mostra que a qualquer momento tudo pode mudar. A vida não é mesmo assim?

Chega de feira!

Quando surgir o primeiro Homem Chantilly, será forte indício do fim dos tempos! Você duvida?


Sei que sou uma exceção: nem ligo pra chocolate e adoro fruta. Mas "Deus-o-livre" ser taxada de Mulher Moranguinho, Mulher Maçã... Prefiro ser a Mulher Salada, sempre na luta pelo peso ideal... Ou (eu me rendo!) a Mulher Arroz-Feijão. Na semana em que Preta Gil reivindica pé-de-igualdade com a Mulher Melancia, prefiro ser vista assim: ainda que sempre brigando com a balança, uma mulher forte, guerreira e brasileira. Que não frequenta as páginas dos sites de celebridades, não é flagrada de fio dental no Leblon e nem tampouco é a nova (?) musa do funk. Tento provocar outros tipos de inspiração nas pessoas. Bem menos explícitas e bem mais "frutíferas". A gente tenta, pelo menos. Com o mérito de não apelar.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Bronze pra terrinha

Que Phelps, que nada! Viva o Cesar Cielo de Santa Bárbara!
Maravilha ver essa cara simples e talentoso ganhando medalha na China.
E olha que ele ainda tem muitas piscinas olímpicas pela frente.
O cubo d'água é só o ponto de partida...
Parabéns, Cesão!

sábado, 26 de julho de 2008

Realidade

Sábado à noite. Bate aquela vontade de sair, curtir, ver os amigos, dar pinta por aí. Cinco minutos depois você sente aqueeeeeeeela preguiça. Vai ver tcvê, ler um livro... e se lembra de que está a poucos dias dos seus 33. Nada é por acaso, babies. Nada.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Casos e Acasos ou... Equívoco?

Se o "Por toda minha vida" é um exemplo do que a experiência global em dramaturgia pode fazer pelo bem da memória brasileira, "Casos e Acasos" é um desastre. Histórias altamente previsíveis, locações pobres, excesso de clichês e aquele elenco que só escalado porque recebe salário por contrato, mas para o qual nenhum autor de novelas encontrou ocupação, nem às seis, nem às sete, nem às nove e - deus nos acuda! - nem na Malhação. Sem contar que a música da vinhetinha é altamente irritante. Para usar o jargão em moda na blogosfera... "Pronto, falei."

Alô, atenção!


Até o recluso Chico esteve lá!

DE-LI-REI vendo o "Por toda a minha vida" sobre o Velho Guerreiro. Habitualmente assisto o programa (e gosto), fã de biografias que sou. Impecável essa edição sobre Chacrinha, trazendo à tona aquilo que estava por trás do palhaço divertido, do escrachado apresentador que marcou gerações. Uma edição impecável, texto primoroso, resgate afetivo gostoso pra caramba!
Eu via Chacrinha. Torcia pro sábado chegar logo, pra ver meus artistas preferidos cantando na tevê, em meio às marchinhas, bacalhaus e piadas daquele cara incrível. Naquele tempo, não sabia que Chacrinha era um gênio. Só queria ver a bagunça e me divertir, como a maioria dos brasileiros. Pequenina ainda, me escondia atrás da porta empunhando aquele "canudinho" de chimarrão (enfeite da casa da Vó) e ao chamado de alguém da família anunciando a brincadeira, dublava e dançava "Sandra Rosa Madalena", do (ainda cigano) Sidney Magal... para as pausas e delírio dos adultos da família à sua primeira criança. Acho que a menina leonina que eu já era associou palhaçada a aplausos, risos e diversão coletiva mais ou menos por aí.
Até Roberto Carlos apareceu rindo, relaxado, cantando para o povão... coisa rara após ter conquistado o status de gênio da Música Popular Brasileira. Raridade.
Diversão para o povo contra a ditadura, à anti-gestão de Sarney, à inflação galopante: os antídotos eram as Chacretes (fiz questão de me fantasiar como elas em uma festa de Carnaval do pré-Primário, vejam vocês!, e até hoje minha imitação delas alegra festas e reuniões de amigos... rs), o Fábio Junior (mãe, ele era mesmo lindo!), a Sarajane, o Luis Caldas, o Magal, o Lulu, a Wanderléia, o Jerry Adriani (doce figura, que tive a honra de conhecer a trabalho), o Silvinho Blau-Blau, a Jane e o Herondi, o Jairzinho e a Simony (muito melhores que Sandy e Junior e muito menos preparados para o show business do que eles). Unidos ao Caetano, ao Alceu Valença, à Elba e ao Tim. Chiclete com Banana abrindo os anos 90 (muito antes de se tornarem febre entre a molecada endinheirada e auto-denominada "chicleteira"). O axé antes do axé. O rock brasileiro de Barão, Paralamas e Titãs no momento em que o sucesso dos ainda meninos estourava nas rádios.
O Cassino é um registro histórico da música popular no Brasil, sem rótulos e sem a pretensão de carimbá-los. Sem palavras.

P.S. A morte de Chacrinha é um fato, mas... "O que é um fato diante da lenda?" - pergunta Lulu Santos. Pra mim, a frase da noite! É por isso que por mais contorverso que seja, considero Lulu um gênio dos "tempos modernos" (sem qualquer trocadilho, com sua famosa - e deliciosa - canção pop).

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Fever!



1) Eu nem me lembrava que era o Charlie (meu Menudo favorito) quem cantava... (rs)

2) Coitado do diretor de imagens...

AMIGOS

Essa foi uma semana de celebrar a amizade. E-mails longos e confidenciais com a Carol, mensagens de MSN divertidas e afetuosas com a Mara e cheias de atualizações sobre a galera com a Bira. Uma oração com o Beto, balada na terça, marcando o início de uma parceria criativa, divertida e afinada com uma equipe nova e revigorada, um lanche e muita conversa na quarta à noite com os amigos do trabalho, trocas de e-mails cheias de carinho com os amigos do Voluntariado, desabafos com a minha querida mãe. Hoje, um almoço delicioso na deliciosa casa da Laici reuniu as que sempre tentam (e nunca conseguem) se encontrar: eu, Luceli, Drika, Camilinha e a própria Lá. Ocupadíssimas que somos, tratamos de falar das peripécias para sobreviver no cada vez mais louco mundo corporativo, trocamos confidências, rimos e voltamos correndo para cumprir o expediente. Mais revigoradas, é claro.
Tratei de colocar como meta neste período de revisão de vida pré-33, estar mais perto de quem eu gosto, falar mais de mim mesma e ter sempre a alma em bom estado, pelo simples prazer de colocá-la em atividade pra um conselho, uma piada nova ou um bom bate-papo. Amigos são ESSENCIAIS. Por tudo, por nada. E porque são aqueles que a gente escolhe a dedo pra partilhar o bom e o mau que habita em nós. Sem julgamentos, sem medo e onde só o que impera é o desejo de ser (e ver o outro) feliz.
Bom ter amigos em toda parte e em todos os lugares.