quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O ano que se partiu em dois



2010 foi um ano cortado ao meio. De tão intenso, teve de ser dividido em 2 grandes pedaços pra ser degustado. Ou devorado, a julgar pela velocidade com que ele passou.
6 meses de uma história de 8 anos, que carrego com orgulho e carinho. 6 meses de um novo projeto, do recomeçar a partir de uma nova oportunidade.
Meio ano de velhos amigos mais perto e, pasmem, meio ano de amigos que ficaram mais próximos do que nunca.
Meio ano de saudade, meio ano de vontade, meio ano de expectativa, um ano todo me sentindo viva.
Um meio de ano intenso, com amor e carinho imensos recebidos na partida e encontrados na chegada.
Algumas coisas pra arranjar pra 2011 ser melhor. Mas são bem poucas, viu?
Obrigada, seu 2010. O senhor assim, dividido ao meio, não têm idéia de quantas partes colou para me juntar novamente.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Um expressíssimo

Uma mudança complicada e atrapalhada (como todas são, especialmente as minhas), três ou mais projetos grandes no trabalho, aulas tantas (professora e aluna, divido as duas alcunhas neste momento...), uma gripe forte, insistente e chata... tudo-isso-ao-mesmo-tempo-depois: eis-me de volta.

Saudade desse humirrrde "estabelecimento", que feito pra servir um cafezinho quente todo dia, ficou tempão de portas abertas e à base da cretina plaquinha: "Hoje, só amanhã."

Bom... aos poucos a vida volta aos eixos. Acreditem se quiserem: a "resolvedora de coisas" aqui ainda vê os quadros não pendurados, a máquina de lavar roupa sem funcionar e o tapete lindo comprado pra sala enrolado num canto do quartinho da bagunça.

No mais, a cachorrada aprendeu a fazer xixi na lavanderia (dá-lhe jornal espalhado e dicas de Arquimedes, o amigo adestrador); ainda me habituo ao barulho ensurdecedor da avenida (enquanto aprendo a ajustar o volume da tevê e do som pra não incomodar os vizinhos de prédio); alegrias no trabalho, responsas boas na facul...

Tirando o fato de ter levado a primeira bronca do sindico hoje (fui lavar a minha sacada e molhei toda a sacada do apê baixo - que justamente é a do síndico... - pati #fail na vida em condomínio - hehehehe), tô aí, me desculpando pelos erros e feliz com os acertos.

Volto em breve com um café mais caprichado. Prometo. Quando consigo voltar pra essa espelunquinha que amo tanto, não a deixo. Não a deixem também. A especialidade da casa tarda mas não falha.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Tô indo. Venham!



Quando postei essa imagem, há mais de meio ano, imaginava viver dias melhores. Um arrastão tinha passado por essa minha vidinha e estava que certa que, decisões tomadas, a destruição se reconstruiria num piscar de olhos. Pois bem.

Não consegui me mudar de casa, então, melhorei a que eu tinha. Assumi mais trabalho e responsas, dívidas necessárias, dúvidas tantas. Mal sabia eu que tinha de dar um tempo pra que a vida andasse de novo do jeito que eu sempre quis. É sábio trilhar certos caminhos até o fim. Viver o que deve ser vivido até o último instante. E deixar as coisas correrem a seu tempo. A ansiosa aqui achava tudo isso um grande clichê. Hoje, rendeu-se. Nada é assim automático na vida real. Quer você queira, quer não.

Rebobinando:

Quando postei essa imagem, há mais de meio ano, foi pensando em morar exatamente no predinho charmoso, antiguinho e aconchegante para o qual me mudarei em alguns dias. Ele sempre esteve ali, no caminho do trabalho pra casa, sorrindo pra mim. O muro coberto de hera, os pinheiros altos e elegantes, os janelões abertos revelando cortinas brancas e esvoaçantes. Peregrinei por todas as casas e prédios disponíveis na cidade e nada me agradava. Até que ontem peguei o último molho de chaves na Imobiliária pensando: "Cansei. Não me mudo até achar o que quero. Vou ver esse apê e dar um tempo." Não identifiquei de cara o endereço. Quando cheguei, mal podia acreditar que era lá o tal apê, no predinho que eu namoro há dois anos, antes mesmo do arrastão passar.

Tô feliz, planejando coisas, encaixotando as tralhas, sonhando em acordar feliz e dar bom dia ao mundo da varanda com floreira. Já vejo as pessoas amadas ali, meus moveizinhos queridos todos dispostos com alegria por aquele espaço ventilado, que se abre pra luz.

Que essa luz entre aqui dentro também. Que essa casa nova seja abençoada, como disse uma amiga querida hoje, uma amiga de muita fé.

Vou ali voltar a ser a velha-Patricia-nova. Convite pra conhecer a casa e (re)conhecer a Patrícia já estão valendo. Espero vocês.

quarta-feira, 11 de março de 2009

PPP



A prática da abstenção. Tenho tentado sair de dentro da minha vida e olhar pras pessoas, pro que sinto e pra mim (e para tudo o mais que me une ou desune das coisas do mundo) como alguém que se assiste.

Não é fácil. Se há dias em que gargalho com minhas patetices ou me orgulho de uns leões vencidos, há horas de me sentir nada confortável sob esses olhos grandes, perguntadores, enérgicos. Sou minha pior e mais algoz crítica, ever. Sinto decepcionar quem me aponta por aí, eu saiba ou não. Que os preocupados com o alheio ganhem por W.O. Não me acho importante quando há excesso de atenção. Nem sempre caio, se é momento de elogio. E quase sempre me espanta a obviedade de certas reações, em outros. Desisti de tentar separar (ou juntar, quem sabe?) o joio do trigo, o alho do bugalho. Não é preciso conspirar a favor do caminho fácil (e bestinha, bestinha) do bem e do mal.

A redenção está nas entrelinhas. No que se lê sem letra. No que dizem as ausências intrigantes e as presenças excessivas. No tempo que demora a pausa, no movimento que vem a seguir. Vai de feeling, de humor, de uma boa dose de intuição e perspicácia.

Salva-me a busca por ser inteira. Por ter finalmente entendido que não preciso me render ao que não ajuda, não resolve, não cabe ou acrescenta. E por sacar quando é hora de falar e hora de calar.

Pelas vias tortas ou retas de todas as dúvidas, aprendi a me olhar de fora enquanto encaro esse mundo-véio-sem-porteira-sem-block-e-sem-unfollow. E a nunca me separar de mim.

segunda-feira, 9 de março de 2009

domingo, 8 de março de 2009

Bailinho

Essa semana recebi um convite pra reunir os amigos trintões. A proposta era: meninas levam um prato, meninos levam a bebida. Estilo os velhos e bons bailinhos de garagem. Divertidíssima, a idéia. Não fui e me arrependi.

Ontem, resolvi botar o DVD do George Michael pra ser tema da faxina (sim, eu adoro George Michael, assumo!). Ô, banzo! Dancei com a vassoura, cantei a plenos pulmões. Me diverti sozinha.

E acabei me lembrando de uma paixonite adolescente. Corta pra um momento "mágico" em um bailinho (óbvio, na toca do Recrê) e organizado pela turma da 8a. série (me diverte lembrar desse tempo bobo e gostoso). Um dia em que um amor desses que a gente pensa (por 1 mês) que vai morrer por ele, foi inocentemente vivido. Foi mágico e curto. Like a vanish in the haze.

Vai aqui a canção-tema daquela dança. "One More Try" de rosto colado.
Pra você se divertir também, lembrando dos tempos em que sequer imaginava onde chegaria com essa sua vida.

De bobagens e reminiscências tantas é que se faz uma história, afinal. Enjoy!



P.S. Sim, ando muito reminiscente... E me divirto MUITO com isso.

sábado, 7 de março de 2009

Deus me livre de ser super

Voltando da aula na FAV ontem, onze da noite, passaram por mim muitas vans com adesivos PUCC/UNICAMP. Voltei no tempo. O cheiro tentador de bolacha de chocolate da Triunfo na Dom Pedro ajudou. Sem querer, era 93 de novo. Fui lá e nem doeu.

A sopinha-de-caneca-fim-de-noite tá esfriando. Saudade dos sandubas pós-PUCC que eu mesma fazia na cozinha da Vó Tereza pra comer vendo tevê aberta (era só que havia, até então) no volume mínimo. Um tempo em que acordar a casa depois da meia-noite era sacrilégio.

A cozinha é minha, hoje. Vou aqui internetando, pouco lendo, pouco ouvindo o som da tevê ligada, muito divagando. Ninguém pra proteger do meu barulho. Nem desse silêncio que fala sem parar aqui dentro.

Quase ouvi (deve ser saudade) a mãe dizendo "Vai pra cama, menina! Amanhã você madruga!". Eu mesma me digo, e nunca me obedeço: "Já vou!" Vou nada, que sou notívaga feito um morcego.

Eu adoro a minha bagunça, minhas pequenas irresponsabilidades, meu comer errado, meu dormir pouco, a pilha de livros todos começados, meus DVDs não vistos voltando pra locadora. Confesso que às vezes me incomoda um pouco bater os olhos na confusão. Graças que quase sempre eu me ajeito. Em um dia ou outro, de cansaço, banzo e um tiquinho de problema pequeno pra transformar em monstrengo (sim, eu levo um jeito danado pra dar importância ao que quase nunca tem), acabo por dar conta, não. Mas daí me lembro que auto-suficiência é um troço bem chato, afinal. Sem essa de querer ser super.

Domingo ta quase aí. Dia de ir lá e matar a saudade dos meus véios, ganhar colo, falar da vida e fazer carinho. Abastecer o coração de amor e depois voltar pro meu mundinho. Encarar a semana, matar os tais monstros gigantes com leve pisadela, criar novos, ir adiante.

Quem não bagunça a vida pra arrumar tudo depois que atire o primeiro travesseiro esquecido na sala, o pé de meia desparceirado ou a caneca suja de sopa instantânea que só vai ser lavada amanhã.