domingo, 18 de março de 2007

Máquina pole position


Me desculpem os aficcionados, mas sou saudosista da Fórmula 1 dos tempos de Piquet, Senna e Prost. Naquele tempo, o homem valia mais do que o carro, ou seja, o piloto comandava o show da velocidade, assumindo riscos, encarando com perícia e coragem os desafios da pista. Sabadão e estamos aqui, no doce aconchego do lar, assistindo ao GP da Austrália. Percebo que nesta temporada só há pilotos medianos na F1 (Haikkonen foi pole e, pasmen, Rubinho ainda está lá). Eu não sei torcer pelo motor da McLaren. Eu sabia mesmo era vibrar com ultrapassagens incríveis e audaciosas, com pilotos que preferiam correr na chuva e com os últimos colocados, das piores escuderias, vencendo GPs. Hoje, a F1, pra mim, deixou de ser esporte para se tornar um show de tecnologia e uma tentativa desesperada dos fabricantes de vender mais carros de sua marca.


P.S. Schumacher era mais máquina do que a máquina? Ainda bem que o alemão se aposentou.
P.S. "Felipe Massa vai com calma, tá certo, tá certo..." Galvão, até o alemão já foi.

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