Hoje foi um dia de tirar o fôlego. Por fora, tudo muito mais tranquilo do que o de sempre. Mas aqui dentro... nas últimas 12 horas vivi gaps que quase me conveceram que eu podia dominar o mundo, correr uma maratona, ganhar na megasena, ir pra Europa a nado, pacificar o Oriente Médio, reabilitar a Amy, inventar o inventável. Ainda bem que quase. E ainda bem que posso nada tanto assim.
Fim de tarde. Decido meu roteiro. Recuso os que não me serviam para esse dia solo. Fui ao cinema, jantei o que queria. Uma volta sem pressa na FNAC e me dei uns presentinhos bem bons. All by myself. E ao contrário da música brega, descobri que gosto um tanto de estar por mim. Sem essa de Bridget Jones, hã?
Chego em casa, abro uma cervejinha, venho escrever esse post. Eu sei que hoje durmo bem tranquila. E ainda que não tenha me tornado a salvadora do Universo e nem encontrado a solução pras dores do mundo, é bom saber que ao menos das minhas eu tô dando conta.
Cheers! Tim tim pra mim. E em tempo: continuo uma "gente adicted" incorrigível. Faça constar.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Navegar (por terra ou por mar)
Há exatamente um ano estava a bordo de um navio. Cruzeiro corporativo. Jamais tive vontade de fazer um cruzeiro. Gosto de observar (ponto) o mar em dias frios e cinzentos (sim, sou estranha), de moletom e livro na mão. Mas... voilá: amigos queridos estariam a bordo, tudo free e, além do mais, era um compromisso profissional. Encarei a experiência. Mais uma história pra contar, afinal.
Primeiro me encantou a grandiosidade do "barco". Onze andares, elevadores, um sem fim de restaurantes e livings, infra de assustar. O banheiro engraçado, rolar pela cama na madrugada ao sabor do alto-mar, as dezenas de línguas faladas pela tripulação elétrica de formiguinhas de olhos puxados. Divertido tentar me entender com a apressada camareira filipina.
Seguiu-se o de praxe: palestras, jogos, dinâmicas... produtivo embarcar em um novo e grande conceito de trabalho. Talvez tenha sido minha primeira (e creio a última) experiência em um cassino. Boring excess, mas nunca digo nunca mais. Jantares, mini-baladas, madrugadas descontrol com as amigas no free shop. Apostamos graninha honesta em bobagens tax free.
Das muitas reminiscências (além do trauma de não sentir terra firme sob meus pés e de cambalear pelos corredores com apenas uma tacinha de vinho do jantar), ficou a certeza do gosto por passear em um dia off-temporada por lugar novo, que o mundo busca por badalação. A parada em Búzios foi curtida em uma passeio tranquilo, com gente querida e bem-humorada. Pude caminhar sem pressa, fazer fotos da arquitetura com o celular, dar boas risadas, sentir o cheiro das ruas, enxergar detalhes, olhar a cara e o jeito dos locais, conversar com eles.
Cruzeiro de novo? Acho que não. Arriscar coisas novas? Sempre.

Beira-mar. Búzios. Ainda que eu seja muito do inverno e pouco do verão. Levar os olhos pra outros lugares é bom.
Primeiro me encantou a grandiosidade do "barco". Onze andares, elevadores, um sem fim de restaurantes e livings, infra de assustar. O banheiro engraçado, rolar pela cama na madrugada ao sabor do alto-mar, as dezenas de línguas faladas pela tripulação elétrica de formiguinhas de olhos puxados. Divertido tentar me entender com a apressada camareira filipina.
Seguiu-se o de praxe: palestras, jogos, dinâmicas... produtivo embarcar em um novo e grande conceito de trabalho. Talvez tenha sido minha primeira (e creio a última) experiência em um cassino. Boring excess, mas nunca digo nunca mais. Jantares, mini-baladas, madrugadas descontrol com as amigas no free shop. Apostamos graninha honesta em bobagens tax free.
Das muitas reminiscências (além do trauma de não sentir terra firme sob meus pés e de cambalear pelos corredores com apenas uma tacinha de vinho do jantar), ficou a certeza do gosto por passear em um dia off-temporada por lugar novo, que o mundo busca por badalação. A parada em Búzios foi curtida em uma passeio tranquilo, com gente querida e bem-humorada. Pude caminhar sem pressa, fazer fotos da arquitetura com o celular, dar boas risadas, sentir o cheiro das ruas, enxergar detalhes, olhar a cara e o jeito dos locais, conversar com eles.
Cruzeiro de novo? Acho que não. Arriscar coisas novas? Sempre.

Beira-mar. Búzios. Ainda que eu seja muito do inverno e pouco do verão. Levar os olhos pra outros lugares é bom.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Mais do artista!
Para quem quer conhecer mais de Régis Souto, o ilustrador.
http://www.orkut.com/Main#Profile.aspx?uid=7527849535971402253
http://www.flickr.com/photos/regis_souto/
http://www.orkut.com/Main#Profile.aspx?uid=7527849535971402253
http://www.flickr.com/photos/regis_souto/
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Ganhando o mundo...
Régis Souto é um ilustrador de talento. Batalha seu sonho de viver de arte com muita humildade (na melhor acepção da palavra).
Eu conheci Régis ainda menino, tímido e doce, vivendo sua primeira experiência profissional. E tive o prazer de vê-lo transformar o mundo para fazer caber nele seus sonhos mais desafiadores. Doce (graças!) ele continua. Mesmo homem feito, morando na Irlanda, batalhando a vida com uma coragem que surpreende e inspira a todos que conhecem sua história. História que - fique claro - ele faz questão de escrever, desenhar e colorir de próprio punho, todos os dias.
Dias desses, me encantei por um de seus lindos desenhos. Pedi a ele que fizesse um especialmente para o nosso Café.
Eis aqui o carinho do artista:
Obrigada, Régis querido. Continue mandando notícias e nos encantando com seu talento, sua bravura e esse seu dom de comandar a vida e fazer dela o seu número. Contatos com o artista via regisfsouto@msn.com
Eu conheci Régis ainda menino, tímido e doce, vivendo sua primeira experiência profissional. E tive o prazer de vê-lo transformar o mundo para fazer caber nele seus sonhos mais desafiadores. Doce (graças!) ele continua. Mesmo homem feito, morando na Irlanda, batalhando a vida com uma coragem que surpreende e inspira a todos que conhecem sua história. História que - fique claro - ele faz questão de escrever, desenhar e colorir de próprio punho, todos os dias.
Dias desses, me encantei por um de seus lindos desenhos. Pedi a ele que fizesse um especialmente para o nosso Café.
Eis aqui o carinho do artista:
Todo dia e toda noite
Hoje foi um dia "daqueles". Dia de ser atropelada pela vida e suas demandas sempre urgentes. Mais um dia em que me perdi entre as tais prioridades. Dia que virou noite sem que eu percebesse, noite que chegou sem que eu desse trégua. É a vida em movimento, constante e crescente. Amo muito tudo isso e vivo nesse 220 frenético, tentando respirar quando me lembro, tomando água quando dá tempo de abastecer a garrafa, angustiada com a caixa de e-mails que despenca mil mensagens a cada refresh. Assumindo broncas e expectativas mil. Mas conhecendo outros assuntos, dividindo a vida com gente animada e sempre em busca de mais vida, em contínuo exercício da função sem que isso exclua sorriso, piada, troca, concordar, discordar, aprender. COMPARTILHAR. Para ilustrar a noite de sono que me espera depois de tanto movimento, @micaelsilva me deu a dica. Grata surpresa ouvir canção tão doce e poder reconhecer meu sono diário em um videoclipe incrível. Boa noite, sweeties. Com a promessa de uma dose menor de cafeína (e maior de entusiasmo) para amanhã.
HER MORNING ELEGANCE (Oren Lavie)
Sun been down for days
A pretty flower in a vase
A slipper by the fireplace
A cello lying in its case
Soon she's down the stairs
Her morning elegance she wears
The sound of water makes her dream
Awoken by a cloud of steam
She pours a daydream in a cup
A spoon of sugar sweetens up
And She fights for her life
As she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
As it pours
And she fights for her life
As she goes in a store
With a thought she has caught
By a thread
She pays for the bread
And She goes...
Nobody knows
Sun been down for days
A winter melody she plays
The thunder makes her contemplate
She hears a noise behind the gate
Perhaps a letter with a dove
Perhaps a stranger she could love
And She fights for her life
As she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
As it pours
And she fights for her life
As she goes in a store
With a thought she has caught
By a thread
She pays for the bread
And She goes...
Nobody knows
And She fights for her life
As she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
As it pours
And she fights for her life
Where people are pleasently strange
And counting the change
And She goes...
Nobody knows
HER MORNING ELEGANCE (Oren Lavie)
Sun been down for days
A pretty flower in a vase
A slipper by the fireplace
A cello lying in its case
Soon she's down the stairs
Her morning elegance she wears
The sound of water makes her dream
Awoken by a cloud of steam
She pours a daydream in a cup
A spoon of sugar sweetens up
And She fights for her life
As she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
As it pours
And she fights for her life
As she goes in a store
With a thought she has caught
By a thread
She pays for the bread
And She goes...
Nobody knows
Sun been down for days
A winter melody she plays
The thunder makes her contemplate
She hears a noise behind the gate
Perhaps a letter with a dove
Perhaps a stranger she could love
And She fights for her life
As she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
As it pours
And she fights for her life
As she goes in a store
With a thought she has caught
By a thread
She pays for the bread
And She goes...
Nobody knows
And She fights for her life
As she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
As it pours
And she fights for her life
Where people are pleasently strange
And counting the change
And She goes...
Nobody knows
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Mais estranho que a ficção

Ela ainda se lembra. Dos períodos curtos daquela história longa em que haviam sido felizes de verdade. Um filme que seu coração insistia em ver e rever e rever.
Ainda que a vida já não desse conta de voltar tanto a fita, ela sonhava em reescrever aquela droga de final. Já havia criado tantos outros roteiros... Mas de que adiantaria? Aquela era a sua obra-prima (mesmo sabendo que havia outras pra inventar). Sabia que deveria lhe bastar a alegria de um Oscar enfeitando a estante, ainda que por um roteiro de final duvidoso.
Um dia, sozinha, quietinha, a roteirista-mocinha lembrou que o filme até poderia ser reprisado. Mas jamais ganharia uma reedição especial. Seria sempre o seu Oscar de melhor drama. Um repeat ilógico e constante em busca de - quem sabe um dia - se encontrar de novo entre aplausos, dentro de um vestido bonito, com cabelo arrumado, nas mil entrevistas que, desde então, lhe exigiriam conceder.
Ainda que a vida já não desse conta de voltar tanto a fita, ela sonhava em reescrever aquela droga de final. Já havia criado tantos outros roteiros... Mas de que adiantaria? Aquela era a sua obra-prima (mesmo sabendo que havia outras pra inventar). Sabia que deveria lhe bastar a alegria de um Oscar enfeitando a estante, ainda que por um roteiro de final duvidoso.
Um dia, sozinha, quietinha, a roteirista-mocinha lembrou que o filme até poderia ser reprisado. Mas jamais ganharia uma reedição especial. Seria sempre o seu Oscar de melhor drama. Um repeat ilógico e constante em busca de - quem sabe um dia - se encontrar de novo entre aplausos, dentro de um vestido bonito, com cabelo arrumado, nas mil entrevistas que, desde então, lhe exigiriam conceder.
Ficar muito reflexiva não era sua praia. Mas não é que pensar ajudou? Refilmagens de clássicos costumam decepcionar, afinal. "E logo, logo entra filme novo em cartaz." - constatou ela, com um sorriso no rosto. O cinema é quase sempre auto-referente. E a vida é feita de passado, sim. Mas especialmente de renovação.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Exercício de convivência
Um domingo cinza, de garoa fina que cai sem parar. Banho tomado, zapeando sem rumo, caio em mais um irresistível espisódio de Sex and the City. Carrie, em uma de suas "reflexões", pergunta a si mesma: "Porque damos tanto crédito às críticas negativas que nos fazem?"Será que não aceitamos ser contrariados? Será que somos tão inseguros a ponto de detestar quando apontam um ou outro defeito que sabemos carregar? Será que temos tanto medo assim de nos enxergar pelo olhar do outro? Porque temer tanto a opinião que fazem da gente? Assinalemos o x onde nos cabe, depois de muita auto-reflexão.
No final do capítulo, a própria Carrie conclui que somos auto-críticas demais. E que o pior crítico que pode haver somos nós, mulheres implacáveis consigo mesmas. Concordo. Porque vivemos sob julgamento constante. E porque, invariavelmente, acabamos caindo também no vício de julgar. No trabalho, nos relacionamentos, na vida. Especialmente nessa era de exposição que a tecnologia nos oferece. E que, irresistivelmente, aceitamos. Conscientes dos "apesares", ou não.
Gênero à parte, a pergunta que não cala: porque há tanta gente na rede irritada com hate blogs, com comentários maledicentes no twitter? Gente que não consegue conviver com opiniões diferentes, com a possibilidade de um diálogo construtivo e com a oportunidade de (quem sabe?) mudar de idéia, só pra variar um pouquinho?
Eu confesso que desconfio muito de quem se diz auto-suficiente, de gente que faz questão de alardear que aperta o foda-se para o mundo. Eu não consigo ser assim, não.
Ao mesmo tempo... porque é que há tantos que encontram na perseguição gratuita um estranho modo de prazer e auto-afirmação? Porque bater tanto em quem tem a coragem de se expor, sem ao menos buscar a gentileza como caminho e o artifício de bons argumentos para contrapor?
Também não entendo as razões de quem opta por estar em evidência sem acreditar que haverá sempre uma oposição. E muito menos compreendo quem resolve fazer de sua vida na rede uma busca incessante por malhar, criticar e observar com olhos sempre maledicentes o direito à expressão do outro.
Enfim... ainda há muito que entender nessa roda-viva de blogs, tuitadas e afins. Eu prefiro deixar de ler quem não me agrada, de parar de seguir quem, mesmo sem querer, me incomoda. Porque há tanta gente boa pra conhecer virtualmente, tanto conteúdo enriquecedor disponível, tanta dica boa e carinho recebidos (no caso do twitter) em 140 caracteres. É tão pouco espaço e, ainda assim (ou por isso mesmo), tudo tão significativo. Pra quê perder tempo, se desgastar? Há gente, palavras e idéias que não somam. Dê passagem. And move on.
Por um pouco de paz e bom senso nos meios digitais, na vida, dentro dessa nossa luta diária por nos entendermos, aceitarmos o outro. Vamos conviver mais com a gente mesmo. Talvez seja a saída. Críticas e contribuições, estejam à vontade. Eu estou tentando me exercitar para não contribuir com as posturas com as quais não concordo. E para crescer com o que me serve. That's it.
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