quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Santo MSN (ou como é bom ter amigos)

Mara diz:
como nossas vidas são montanhas-russas, né?

Patricia Sanches diz:
afe

Mara diz:
uma hora, é a descida louca e desenfreada de uma

Mara diz:
depois, a subida lenta e calma de outra

Patricia Sanches diz:
mal recuperamos o fôlego já vem outra ladeira

Mara diz:
enfim, quando o carrinho chega no final, a gente entra na fila de novo!

Mara diz:
pois é

Patricia Sanches diz:
o bom é que a gente tem estômago forte

Patricia Sanches diz:
e umas às outras para segurar a mão quando o medo bate

(que estejamos todos, ainda que distantes, sempre no mesmo vagão!)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Fazendo a louca

É tanta preocupação que eu fico preocupada de deixar de me preocupar por sempre me preocupar demais. Seria esse mais um motivo para me preocupar?

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Casca... e só.

O terninho bem cortado da executiva, sua máxi-bolsa, seus saltos confortáveis. O carro novo, as mentiras velhas, os vícios debaixo do tapete. Há discursos inflamados, a falta de gentileza e condescendência maquiados de assertividade. O poder - Ah! O poder! - que nunca se sabe temporário e temerário. Há reuniões íntimas para desconhecidos, o contra-cheque, os shoppings como diversão única e as bobagens ditas no MSN. Os proseccos, os convites para eventos imperdíveis, as revistas femininas, o peso ideal e o Globo Repórter com suas receitas infalíveis de comportamento. As viagens perfeitas da CVC, as vantagens do novo Motorola, um iPod cheio de músicas da moda, a MTV. Há diplomas mil encadeados, matérias na Imprensa, comentários superficias sobre filmes, livros e discos. Há a desculpa dos bipolares, o descaramento dos falhos de caráter, os coitadinhos em eterna depressão. Há os bons oradores, os falsos profetas e os engraçados 24 horas por dia.

...

A verdade é que não há ninguém tão seguro de nada nesse mundo que não sinta medo. E o que sobra e só o que vale: a tentativa de viver bem com a gente mesmo. No mais, é tudo casca.

I love the nightlife

Banho longo e cházinho de erva-cidreira devidamente tomados. Cachorras felizes, protegidas do frio e alimentadas. Marmitinha light de amanhã pronta na geladeira. Sofá e, pouquinho livro da Fal lido, pouquinho TV... qualquer nota. Sono batendo, ô leseira boa. Tô véia, não. Tô em busca do caminho meio, como diria Caroleta, a libriana. Mas... please, don´t talk about the love tonight.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

...



Considero a Coca Zero uma dádiva científica. Não tenho paciência para xadrez. Tenho mania de lenço, cachecol e echarpe. Detesto meus pés em sapatos baixos. Uso batom raramente. Meu criado mudo carrega uma pilha de livros inacabados. Prefiro biografias. Odeio manuais de instrução e tutoriais. Preciso usar óculos, mas não me habituo. Os berros de Ana Carolina são insuportáveis pra mim. Tomo café demais e água de menos. Gosto de arquitetura. Adoro decoração. Carne vermelha e chocolate podem deixar de existir que eu nem percebo. Preciso de elogios, ora. Adoro a colchão de molas do meu avô e a pipoca da minha mãe. Não me convide para um parque de diversões. Sonho sempre naqueles 5 minutinhos depois que o despertador toca. Gosto de lavar louça. Dirijo bem e rápido. Até hoje não decorei a regra gramatical dos porquês, mas uso a crase como ninguém. Pra mim, é um prazer lutar contra o sono. Não viveria sem cães me rodeando. Acho que os legumes são injustiçados. Direita e esquerda me confundem. Tenho pressa. Tenho recaídas e rôo as unhas. Pinto as do pé de esmalte escuro. A tecnologia me inibe e a fé me comove.

...

Quanto mais afirmações me definem, menos garantem a fuga das reticências.

A marmota-rainha

Não sei se isso se deve ao meu 1,78 de altura apoiado em pés 36... Mas ando com total firmeza até me deparar com uma escada. Elas parecem obstáculos intransponíveis pra mim. Especialmente ao descer. Se houvesse uma versão Patricia para o PlayStation, certamente me fazer descer uma escada seria motivo de bônus extra... As rolantes, então, impacientes e constantes, que nunca esperam minha coragem, estariam na fase final do game. Sempre over pra mim.

Odeio coentro. Em uma das mais divertidas viagens de trabalho que fiz, Manaus me apresentou o peixe mais saboroso que comi na vida - costela de tambaqui - acompanhado de baião de dois... Perfeito? Sim... não fosse o coentro salpicado em cada grão de arroz e de feijão-de-corda, que tentei eliminar um por um, heroicamente, com o garfo, para delírio dos manauaras presentes. Ó, dias...

Certa feita, paguei fortuna em um desodorante-creme da Natura. Besuntei as axilas, botei tubinho preto e todo o kit-femme fatale e simbora com a turma badalar em uma superfesta... Até que enquanto eu fervia horrores na pista, acende-se a luz negra e... voilá! Todos os lugares onde o tal desodorante havia tocado, ficaram fluorescentes! Nunca me esquecerei daquele banheiro feminino lotado de baladeiras, onde eu lavava o sovaco tentando eliminar o, digamos, brilho especial que a Natura gentilmente ofereceu às minhas axilas. Mico!

Dia desses fui fazer TP pra Brenda no estúdio. Fer na câmera. Sentei-me alegremente em uma mesinha do cenário. Mas uma das patas da mesa animalesca quebrou. Lá se foi Patricia Sanches com dália na mão, salto nos pés e cachecol no pescoço, lentamente, para o chão. Cabeça na porta do estúdio, braço prum lado, pernas pro outro, bunda no chão, cada coisa caindo em seu tempo, o que durou uma eternidade... sim, eu caio em câmera lenta, vejam vocês.

Como diria mamãe: "Larga de ser marmota, menina!"