segunda-feira, 8 de setembro de 2008

O exemplo de Fal


Ela não é um celeb, apesar de estar ficando famosinha que só. E a Fal, minha gente, é uma das mulheres mais reais que eu conheço.

Tem dias que até evito entrar no blog dela, acredita? Porque é batata que haverá algo ali para me emocionar. E como ando um tanto sensível, já viu...

Agora, o talento de Fal se multiplicou e o seu blog lindo meio que acabou virando livro. Minúsculos Assassinatos e alguns copos de Leite, lançado pela Rocco, é o novo filho da Fal, menina doce, engraçada e sensível até não poder mais.

Preciso comprar o meu. E é certo que será prudente comprar uma caixa de lenços também.

O exemplo de Christina


Esse final de semana vi de novo uma série que acho genial: Samatha Who? do Sony.
Samantha era uma bad girl, que teve um derrame e ganhou 2 presentes: ter sobrevivido e se esquecido de absolutamente tudo sobre seu passado. Ao longo da série, Sam se vê, a cada episódio, tentando reparar os erros cometidos, erros estes que ela sempre descobre ao acaso. Ela concorre ao Emmy este ano, pela série.
Quem faz Samantha é a ótima Christina Applegate, que divertiu a nossa adolescência na série Married With Children, no papel da filha fútil de Al Bundy (uma espécie de Homer Simpson em versão televisiva).
Christina, alem de grande comediante, é uma lutadora. Recentemente, se submeteu a uma dupla mastectomia por ter sido diagnosticada com câncer de mama. Bravamente, assumiu seu drama em público e teve a coragem de dizer: "Às vezes eu choro. Às vezes eu grito, fico com muita raiva e me afundo com pena de mim mesma. Eu acho que isso tudo faz parte da cura."
Não é assim que todas nós, mulheres, deveríamos ser? Assumir nossas fraquezas, chorar nossa cota e olhar nos olhos do mundo com a coragem necessária para fazer o que é o mais certo, por mais que mais dolorido?
Há sempre um preço a pagar pelas decisões... e se não temos como "cortar esse pedágio", que ao menos a gente tenha a dignidade de inspirar os outros com as nossas atitudes.
Todas as celebs, que vivem às custas de criar uma imagem inatingível, deveriam ter Christina como exemplo. O mundo precisa de mais gente real bombando na mídia.

P.S. Esse post é dedicado ao Marcelo, superfã da "Apergeite".

Para!

Eu juro que não entendo porque as Paraolimpíadas não ganham destaque na Imprensa.
O amigo Rogério, comentarista/voluntário do nosso querido Lente Esportiva, comentou que as Paraolimpíadas deveriam acontecer antes das Jogos Olímpicos Oficiais. Quem sabe assim, os verdadeiros exemplos de superação dos atletas paraolímpicos motivassem nossas estrelas do esporte.
A gente bem que merecia um ouro paraolímpico no futebol masculino, já pensou?
Um bando de gente ia se remexer nas cadeiras da Granja Comary.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Must have the classics!

Acho um barato as listas de "must have" que a gente encontra em alguns sites moderninhos de beleza, moda e decoração. Mas pra mim, must have mesmo são momentos divertidos como o de hoje, ainda que vividos virtualmente, com aqueles amigos especialíssimos, vinhos raros, ítens invendáveis do brechó da minha vida que jamais deixarão de ser hype.

Carol, você é inspiração pra minha vida e minhas atitudes. Meu ícone.
Bira, meu companheiro eterno, das conversas e baladas incríveis às furadas divertidas.
Mara, me sinto mais perto de você do que nunca. Você me relembra quem sou!
Zu, você sempre estará no rol das minhas amigas especiais. Sei que poderei contar contigo sempre.
, todos podem rir de mim. Mas só das suas sacanagens com a minha pessoa é que eu aprendi a gargalhar.
My vintage friends: sempre cheios de boas memórias e mais necessários do que nunca. Amo vocês, meus clássicos eternos.

Bye, Madge!

Dona Ciccone sempre causa. E quando ela não causa, causam por ela. Minha gente! Esse lance de venda de ingressos pela Internet, depois que começou, só trouxe polêmica: um pouco, talvez, porque não estejam preparados para a demanda. Outro tanto, creio eu, porque expor uma demanda exagerada gera burburinho e valoriza o passe do evento (como se precisasse!).
De qualquer modo, aos que não conseguiram, reforço que haverá "promoções" mil para quem não conseguiu pagar o absurdo cobrado para ver Madge: meu irmão, vejam vocês, trocou de celular no dia da passagem da Vertigo Tour, do U2, por São Paulo. E pasmem: chegou ao Morumbi mais de cinco da tarde, viu o show inteiro da pista e em local privilegiado.
Corram todos pra porta da Renner, comprem mil reais em malhinhas de gosto duvidoso e o encontro com a rainha do pop estará garantido.
Saudade de quando a gente fretava van pra ver R.E.M. no Rock in Rio: bastava mandar a grana pros amigos cariocas comprarem as entradas, organizar a excursão e se divertir.
Ainda que Madonna não volte mais, não me renderei a esse esquema pra ver a diva. Vamos descobrir qual o canal que fará a transmissão Live in SP, convidar a galera pra ver em casa e curtir. Acho que passei de fase.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Minha GENTE

Tem dias em que o mundo cega a gente... mil e-mails, telefonemas, decisões, pendências e problemas que acabam se arrastando e nos tirando o sono, por mais que se saiba estar fazendo o melhor e o máximo.
Mas tem dias também que o coração da gente fala mais alto e se abre... para perceber que há tanta coisa boa em volta, segurando a onda de viver nesse mundo-louco-de-meu-Deus.
Hoje o Dani disse-me uma frase que, inexplicavelmente, eu precisava ouvir e que fez todo o sentido nesse momento da minha vida: "A inércia é o pior dos pecados." Perfeito.
Hoje ainda, outro amigo, o William, trouxe as fotos de sua viagem à Austrália: coalas, bebês-canguru e cacatuas atravessando a rua, respeitadas pelo trânsito. Igrejas góticas, famílias recebendo jovens de todo o mundo, para o Encontro Mundial da Juventude. Linda e inspiradora experiência. O mundo (ainda) é belo e grande. E pode estar a um passo, a uma atitude.
Hoje também minha grande amiga Carol Baggio estreou seu novo projeto na TV Cultura: ela é repórter do programa Almanaque Educação, que vai ao ar sempre às terças às sete e meia da noite. Formato inovador, programa dinâmico, com conteúdo excepcional. Me enchi de orgulho da minha irmã. O sucesso é decorrência. Assistam!
Reunião de trabalho com o Roberlei, profissional e amigo (assim já o considero) de criatividade ímpar, dono do senso prático e dos pés-no-chão mais otimistas que eu conheço. Uma pessoa gentil, elegante, educada... rara de se encontrar hoje em dia. É certo que faremos um grande trabalho... e aprenderemos e nos divertiremos juntos no processo.
Bom... Karol, Ulysses, Baio e Fer, meus companheiros de luta... é tão bom conviver com essa gente que sabe vender e comprar idéias, ir em frente e batalhar, mesmo que uma ou outra pedrinha dificulte o caminho da gente. É bom ter vocês ao lado, caminhando e crescendo.
Amigos voluntários, todos, sempre dedicados, empenhados e cheios de carinho com a gente, com o trabalho, apaixonados por doar-se e receber. Vocês são incríveis.
Beto, suas orações, seu companheirismo e sua preocupação me confortam e animam. Obrigada é pouco.
Mara, amiga real de contato virtual... seus conselhos são meus guias. Você e a Fadinha Bibi são doçuras, presentes.
Mãe, Vô... sempre carinhosos, preocupados... basta um "Alô! Tudo bem? Fica com Deus!", pra melhorar absolutamente tudo e me lembrar que sempre terei vocês. E que saber disso é simplesmente tudo o que eu preciso.
A vida, com gente boa por perto, se torna tão melhor. Hoje, mais do que em qualquer outro dia, me lembrei disso. Obrigada, pessoas.

Mãos de Navalha

A versão barbeiro de Edward-Scissor-Hands!


Achado na prateleira da locadora neste finde que passou: Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco da Rua Fleet. Mais uma obra prima da dupla Tim Burton e Johnny Depp. Essa credencial bastaria para recomendar a fita, não? Mas o musical (ok, ok, eu gosto de musicais, tá?) é incrível: ao mesmo tempo parecido com tudo o que Depp e Burton já fizeram e diferente, no sentido de acrescentar - como sempre - algo novo. Os dois são como o nosso velho arroz-feijão (combinação sempre saborosa, robusta, segura e perfeita) temperado com uma especiaria nova e exótica. Nada de bife ou batata frita pra fechar o cardápio que eles nos oferecem: em Sweeney Todd, a música amplifica e "humoriza" (certo, acabei de inventar essa...) uma história clássica que trata do preço a se pagar pelo desejo incontrolável de vingança. Direção de arte e fotografia impecáveis, caracterização ma-ra-vi-lho-sa e atuações precisas, que cabem perfeitamente no teor caricato da obra.

Destaque para aquele que é um dos melhores momentos do filme: quando o barbeiro encontra suas velhas navalhas e as empunha, dizendo, orgulhosamente: "Agora, meus braços estão completos!" Auto-referência divertida que eu, fã confessa da dupla "sombria", encontrei: Todd, nesse momento, relembra Edward-Mãos-de-Tesoura (talvez a obra mais bacana, estranha e engraçada desses dois maníacos rendidos a um estilo único e peculiar).

Aluga, vá! É bom pra caramba.