terça-feira, 29 de abril de 2008

Meu amigo Mica

Quem visita esse simples blog vez por outra, deve ter reparado que ele ganhou uma cara nova, cheirando a café. Ao abrir o Café no Central Perk, meus amigos agora são brindados com uma dose extra de simpatia visual. O autor da "plástica" (corretiva e natural, como todas deveriam ser), foi o meu amigo Micael Silva, companheiro de aventuras no NET Cidade.
Mica é um dos caras mais antenados que eu conheço e, de quebra, generoso com os amigos analfabetos em tecnologia (... assim... "tipo eu").
Se você gostou, visite o blog do Mica e desvende as neuras e as sacadas ácidas e geniais desse cara mais que bacana.
Valeu, Mica.

http://desvendeessasneuras.blogspot.com/

quarta-feira, 23 de abril de 2008

A um grande companheiro

Ah, a coragem. São muitos os que acreditam tê-la, mas poucos os que realmente possuem esse dom especial de fazer o motor da vida girar para o rumo que se deseja, assumindo riscos (calculados ou não), saltando no escuro, naquele momento, às vezes meio impreciso, em que o coração diz: "É por aqui!".

"Saudações, a quem tem coragem... aos que tão aqui, para qualquer viagem... não fique esperando a vida passar tão rápido... a felicidade é um estado imaginário!"

Essa clássica do Barão é para o meu amigo e grande companheiro Carlão. Sorte na nova viagem pela longa estrada, Bino. Que não lhe faltem sol e grandes aventuras.
Que as chegadas sejam sempre ao destino certo.
E... Obrigada por tudo. De todo o coração.

Audiência x Audiência

Relutei muito até escrever esse post sobre a entrevista de Alexandre Nardoni e Anna Jatobá no Fantástico. Já participei de uma palestra de Valmir Salaro, um dos melhores e maiores repórteres policiais do País e, confesso, mais do que a falta de respostas concretas por parte do casal (que só fez repetir à exaustão a ladainha do "somos uma família onde há amor e respeito"), não consegui mesmo foi digerir a ausência das perguntas fundamentais para a elucidação do caso.
Não que a Imprensa tenha o dever de resolver o crime, mas o papel de perguntar o que a audiência quer saber é nosso, é da classe jornalística envolvida na cobertura. Aprendi isso na faculdade e na minha vivência de 8 anos como jornalista: na dúvida sobre qual o questionamento mais pertinente a se fazer, lembre-se de sua curiosidade na condição de "telespectador".
Eis aí a discussão que quero propor: a TV Globo preocupou-se mais com a audiência, no sentido do volume de televisores ligados durante a entrevista, ou com a audiência, no sentido do que desejavam saber aqueles que se propuseram a assistir 17 minutos de Fantástico, com direito ainda a um break no meio? Quais as concessões válidas de serem feitas (se é que foram feitas, neste caso) para se conseguir um "furo" jornalístico, uma "exclusiva"? Qual a validade de perguntas vagas obtendo respostas vagas quando o casal acaba de sair indiciado de seus depoimentos? Para você, qual é a definição de "audiência" que deve ser adotada pela Imprensa em um caso que vem mexendo tanto com a opinião pública e, cuja exposição prematura dos fatos vêm promovendo essa gigantesca comoção nacional? Trata-se de uma séria questão ética. Fica aqui apenas um questionamento.

domingo, 20 de abril de 2008

Memória afetiva


Em uma das últimas viagens a trabalho, me surpreendi com uma das opções de gastronomia do Serrano Resort, em Gramado. Da decoração aos sabores, me apaixonei pela Forneira Di Como, um restaurante intimista, uma cantina italiana-gaúcha, deliciosa pra ver e pra comer, que nos fisga em quase tudo, pela memória afetiva. Fotografei o ambiente inteiro, praticamente fiz um book da forneria: a maioria dos detalhes pode ser adaptada pra casa da gente, a um custo baixíssimo. Confira nas imagens, os móveis de família restaurados, o banheiro excepcionalmente simples e lindo, as cadeiras coloridas, os tampos de mesa de madeira crua, as fotos antigas dispostas como nas salas de fazenda do passado. Pena que não possa partilhar com vocês o maravilhoso risoto de cordeiro, acompanhado de vinho gaúcho e finalizado por um tiramisú dos melhores que já provei. Definitivamente, bom paladar, beleza e delicadeza fazem um bem danado à alma. Por isso, viajar é tão bom.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Paz na Terra aos homens de boa vontade

Choque. Nossa vida é mesmo devassada a cada minuto. George Orwell cantou a bola há muito tempo e enquanto nos divertimos com as banalidades dos BBBs da vida, somos surpreendidos por imagens como a de Isabela, seu pai, sua madrasta e seus irmãos em prosaicas compras no supermercado, momentos antes de um dos crimes brasileiros mais hediondos dos últimos tempos. Não dá pra ter a mínima noção do que essa vigilância diária e constante é capaz de produzir... se o pai da menina estivesse comprando algum item que favorecesse as condições para o crime, isso seria prova? Se houvesse nessa gravação qualquer indício de maus tratos, como a Justiça conduziria o caso diante das imagens? Questionamentos... só isso. E uma sensação aguda de incômodo por essa "conta que não bate", esse caso absurdo que não "fecha".

http://noticias.uol.com.br/ultnot/2008/04/08/ult23u1772.jhtm

Além do choque pela atrocidade e frieza com que Isabela foi, literalmente, executada, só nos resta rezar, pedindo que a todos os envolvidos na investigação não falte entendimento, discernimento e a busca pela verdade, acima de qualquer pré-julgamento, emoção e revolta. Paz na Terra aos homens de boa vontade. Não foi assim que aprendemos? Que a boa vontade não falte na resolução desse caso. E que nossa justiça seja exemplar, como sempre é quando se deseja, não só por pressão da Imprensa e da opinião pública.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Mãos do Mundo

Na visita-relâmpago a Canela, visitei uma das mais deliciosas lojas de artesanato que já conheci na vida. É a Mãos do Mundo, especializada em arte do Brasil, Nepal, Tailândia, Indonésia e Índia. Além de ser delicadamente aromatizada, a loja encanta a cada passo, a cada descoberta por entre as prateleiras e estantes. Os preços são um detalhe à parte, superconvidativos. Recomendo a quem visita a serra gaúcha e, como eu, não resiste ao charme e aos significados de um belo artesanato étnico.

Báh...


Linda, linda Gramado. Povo caloroso e receptivo, esse do Sul.
Fortes sabores, belas paisagens, grandes sorrisos.
Uma gente que sente prazer no trabalho e se diverte e ri e é feliz em meio a prazos, atritos, cobranças. Aliás, quanto mais desafios, maior era o prazer de enfrentá-los, né, gauchada?
Amizades fortalecidas, abraços selando o sucesso que veio de dias e noites de dedicação, ainda que a bela Gramado estivesse ali, do lado de fora do evento, esperando com seus chocolates, suas araucárias, seus quintais com poço de balde e plantações de abóbora, suas irresistíveis lojas de artesanato, sua arquitetura européia, seus atrativos restaurantes rescendendo a vinho e carne ao ponto, seu ar puro e sua gente "tri-faceira". É claro que voltei mais pesada: uns centímetros a mais na cintura, a bagagem cheia de lembranças dos queridos que ficaram e o coração repleto de satisfação e bem-querer.