Me senti como Britleine, ao ser enganada resolvendo problemas na oficina mecânica!Coisa 1: Pagar um boleto que ainda não estava vencido e que imprimi pela Internet, em cash-dinheiro-bufunfa-cacau, cenlão em 5 notinhas bem durinhas de 20. Pego uma macro-fila na micro-agência do banco Real que fica dentro do pretenso xópicentis. Quando chega a minha vez, a mocinha do caixa tem a coragem de dizer que NÃO (com aquela cara deslavada de "hahaha, imagine!"), "o banco não pode estar recebendo esse boleto, essa é uma agência em que somente clientes podem estar efetuando suas transações". Mas peraí: eu sou cliente Real, minha filha! E isso é um banco, uma agência do Banco Real. "Não, minha senhora, mas não dessa agência. Por favor, a senhora pode estar pagando o seu boleto no Ponto Frio ou no Magazine Luiza". A minha vontade foi perguntar: "Ah, tá! Desculpe o engano! Pra eu não perder a viagem, me informe quanto sai a geladeira duplex em 10 prestações, porque eu tô precisando trocar a de casa. O Banco Real faz carnê??"
Coisa 2: Buscar o relógio do marido que ficou ontem à noite na requintadíssima joalheria Glamour (no mesmo xópis) para trocar bateria. "Ah, mas não está pronto, não, o relojoeiro só chega depois das duas!" (...) Conto até dez. "Minha filha, ontem à noite você disse que podíamos retirar hoje, não disse o horário." E ainda queria completar: "Eu sacrifiquei o meu horário de almoço em vão e a culpa é sua!". Mas vai que ela me diz que isso é problema meu, né?? Saio batendo o pé, bufando e fazendo aquela cara de desaprovação que, quem me conhece, sabe que não é bolinho.
Coisa 3: Deixar o reloginho charmoso da moda com o qual a Mama Noela aqui se auto-presenteou neste Natal na loja comprada, visto que após 2 semanas de uso a pulseira de prástico se rompeu enquanto eu retirava os cocôs de minhas doces cadelinhas do quintal (em momento desperate housewive), fazendo com que, na ocasião, a caixa do bendito reloginho fosse parar no saco de lixo (para ser reencontrada, obvia e milagrosamente, muito tempo depois). Ainda bem que quem me atendeu foi uma moça gentil, que consultou o fabricante do reloginho, me deu um papelzinho e me orientou a voltar lá 30 dias depois. A-hã. Quase perguntei: "Mas moça, até lá o relógio até já saiu de moda, fia!"... Respirei fundo, joguei o papelzinho na bolsa e saí da loja. A mocinha gentil não tem culpa que a fábrica demore 1 mês inteiro para trocar uma mísera pulseira de prástico. E que ainda quebra à toa. Humpf.
Bora comer uma esfiha de carne com Coca Zero quente e voltar pra firma. Porque a fome é tanta que eu já não sei mais se comprei uma geladeira no banco, se a bateria do relógio do marido vai demorar 30 dias pra ser trocada ou se viro hippie, encerro a conta no banco e deixo de consumir, porque, confesso, é tanto desrespeito que dá nos nervos.




